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sábado, 10 de julho de 2010

El loco y el psicópata

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Cada um veste a camisa alvinegra que merece.!

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. . . . . . . . . .O carismático Sebastián “El Loco” Abreu, ao lado de seus companheiros da Seleção do Uruguai, mostrou na África do Sul o que é o verdadeiro futebol sul-americano. O 4º lugar conquistado --- . com técnica e muita garra --- . vale como título de campeão para essa seleção que nas eliminatórias sul-americanas ficara apenas na 5ª colocação.

. . . . . . . . . .Parabéns, Loco! Parabéns, Uruguai!

. . . . . . . . . .Para comemorar a conquista, exibo o vídeo do gol de pênalti marcado por Abreu que garantiu ao Botafogo o título de Campeão Carioca deste ano. Foi feito com a mesma frieza e categoria que ele mostrou no gol que deu ao Uruguai a classificação para as semifinais, no jogo contra Gana.

. . . . . . . . . .A essa altura, esse gol tem um sabor ainda mais especial, porque El Loco o fez contra o goleiro Bruno, o psicopata que mandou trucidar a mãe de seu próprio filho. Veja abaixo a humilhação do facínora --- . e a glória do herói!



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

De óculos como sem guarda-chuva

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Só óculos desaparecidos podem ver
o reino dos guarda-chuvas perdidos
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Eu pensava que só acontecia com guarda-chuvas, isso de todo mundo perder muitos e nunca ninguém achar algum. (Uma vez julguei ter achado um, num acesso de sorte, como eu me disse em tom triunfal – porque o céu, negro, já rugia uma tempestade daquelas. Mal desabou o toró eu abri, todo besta, meu belo guarda-chuva verde claro estampado com florzinhas vermelhas e amarelas. Me livrei da chuva, mas peguei uma ducha fortíssima, que o diabo do suposto guarda-chuva tinha um baita rombo na umbela.)

Pois acontece com óculos, também, esse lance de perdermos um monte deles e nunca acharmos um único par, pelo menos que nos sirva. (E o que é mais grave e misterioso: eles somem, principalmente, dentro de casa!) Vim a saber disso quando perdi meu primeiro exemplar da espécie, comprado poucas semanas antes, assim que meus olhos preguiçosos se recusaram a ler uma bula de colírio. De lá para cá já comprei dezenas e dezenas de óculos, que vou perdendo e reencontrando, perdendo e reencontrando... até que eles se cansam da brincadeira e somem para sempre. E não há meio de encontrá-los, pode acreditar. Nem contratando um detetive particular competente – ressalvando, não vou mentir, que isso eu só fiz três vezes.

Felizmente, no meu caso, esses desaparecimentos misteriosos só ocorrem com óculos de leitura, jamais com meu primeiro e único par de óculos para distância. Meu segredo: deixo-o sempre no mesmo lugar, amarrado com barbante ao pé da cama. Agora, por exemplo, acabei de procurar, em vão, todos os meus sete pares de óculos de leitura. Fazer o quê? Fechar o último livro do Paulo Coelho cujo nome esqueci agora, mas é aquele que fala sobre... sobre o que mesmo?... Bem, fechar o último livro do Saulo Joelho e sair para dar uma volta, ver se encontro um camelô de óculos. Se o encontrar, arranco-lhe da cara o precioso objeto e volto a jato para casa. Pouco importa se não me servirem. Faço qualquer sacrifício, uso até óculos para miopia, mal do qual não sofro (ainda!), para continuar lendo o Fauno Pentelho.

Antes de sair, lembro de pegar meus óculos para distância. Não encontro nenhuma das minhas quatro tesouras, mas corto o barbante com o isqueiro e ponho os óculos no bolso da camisa. Assim que saio do prédio, começa um chuva forte que nem rugir rugira. Como não tenho guarda-chuva há mais de 20 anos, vou em frente, correndo até a marquise do ponto de ônibus. Nem bem cheguei ao abrigo, já surge um buzum lá na curva. Ponho meus óculos para distância, que letreiro de ônibus eu só consigo ler a olho nu quando já não dá mais tempo de o motorista parar. Só então descubro que os óculos que libertei da escravidão ao pé da cama são... os de praia.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Crime hediondo na mídia esportiva!

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Jornalistas esquartejam
jogadores impunemente



Eu já evito ler a análise individual dos jogadores, aquela acompanhada de notas de zero a 10 que as páginas esportivas impressas e virtuais costumam publicar junto com a notícia relacionada ao resultado dos jogos de futebol. Se com bom espaço para informar os caras já cometem barbaridades analíticas e contra o idioma, imagine num texto super resumido, que exige maior poder de síntese.

Mas tudo bem, as análises absurdas não há como contestar, porque o analista esportivo tem todo o direito de ser uma besta quadrada. Se há quem pague por isso...

Tudo bem, também, com as aberrações de concordância e regência, os erros grosseiros de ortografia, pontuação e acentuação, o mal emprego de palavras... tudo isso já faz parte do jogo. São como as falhas do juiz, os buracos no gramado, os objetos jogados no campo por torcedores.

Só tem uma palavra, uma única palavrinha que há anos repórteres, locutores e até comentaristas vêm usando, com freqüência cada dia maior, e com o único objetivo, começo a desconfiar, de detonar as defesas orgânicas e psíquicas de idiotas, como eu, que lhes dão atenção. Refiro-me ao adjetivo disperso, empregado para definir a atuação desse ou daquele jogador que, na opinião do analista, passou os 90 minutos meio desligado, talvez pensando no programa que marcou para depois do jogo, uma bimbada com a maria chuteira que há dias o assedia pelo celular.

Caramba, será que neguinho não se toca que disperso não pode ser usado em relação a uma só pessoa, a não ser que antes o próprio jornalista ou alguém - munido de serrote, facão, machado... - tenha esquartejado o jogador e espalhado seus pedaços por vários lugares? Foi o que a tia disse que a Coroa portuguesa fez com o corpo de Tiradentes, não foi?

Se você conhece alguém da mídia esportiva que gosta de empregar disperso nesta acepção esquartejante, por favor, diga a ele, com toda a delicadeza, bem baixinho, se possível sussurrando-lhe ao pé do ouvido, de modo a evitar que o dispersante se irrite e, sabe lá, resolva dispersá-lo no ato: "É dispersivo..."
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma ducha de macarrão quente

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Alguns princípios fundamentais
da Constituição do Sexo Fuleiro



Artigo XIX - Não arrastarás para a tua casa a(o) mulher(homem) que fisgaste ou que te fisgou em plena madrugada.

§ 1 - Se não der para tirar o atraso num motel, num beco escuro ou mesmo atrás de uma árvore, arrepende-te durante o caminho para o lar se a figura estiver bêbada, e expulse-a imediatamente do táxi ou do ônibus (do metrô não dá, porque as janelas não abrem e são difíceis de quebrar);

§ 2 - Se resolveste encarar a encrenca, assim que chegar em casa enfia-lhe goela abaixo meio litro de café bem forte e obriga-a a tomar um banho frio. Se for na banheira, põe-lhe um colete salva-vida ou, na falta deste, arranja uma corda e ata o pescoço da peça a uma torneira. Isto é indispensável para evitar problemas com a polícia: bêbados afogam-se com facilidade.

§ 3 - Cumpridas essas exigências legais, leva a tranqueira para a cama e manda ver! Mas, atenção: o fato de a(o) bebum apresentar sinais evidentes de estar curado do porre não quer dizer que ele - e tu, principalmente, é claro - estejam livres dos efeitos colaterais. São eles:

a) Micção involuntária por acúmulo de líquido (inclusive o meio litro de café e alguns litros de água que geralmente eles ingerem durante o banho). Ou seja, coito interrupto por mijadaço em ti e na tua cama;

b) Flatulência. Bebida, com ou sem tira-gosto, gera gases altamente malignos. Não se sabe bem por que, nessas horas o peido escapa justo quando estás com a cara nas cercanias do escapamento.

c) Regurgitação - ou refluxo gastroesofágico, que é a expressão politicamente mais correta. Se rolar contigo, espero que não seja durante um beijo. (Se bem que eu já passei por experiência pior. Sabe onde e o que a bebum me refluxogastroesofagou? Não posso dizer aqui, em respeito ao meu público, que inclui muitas senhoras evangélicas. Que o diga, para os bons entendedores, a foto acima.)
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