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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Abaixo as cores inimigas!

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Anga Mazle e Teopha

O fanatismo de muitos torcedores de futebol produz , freqüentemente, pérolas de boçalidade. É o caso de uma parte da torcida do Botafogo (nosso time!), que vem protestando contra a pintura das cadeiras do estádio alvinegro – o Engenhão – com as cores vermelha e branca de um patrocinador. Na visão (?) desses torcedores, o vermelho lembra um grande rival (ou a metade dele, se não nos falha a aritmética), o rubro-negro Flamengo, e por isso cobram da diretoria botafoguense que mude as cores, pouco importando os prejuízos decorrentes dessa mudança..

A situação não é nova, já aconteceu com outros clubes, e certamente vai continuar acontecendo. Afinal, ser boçal é lindo, né não?.

Fiéis à nossa missão de bem desinformar seletivamente, apresentamos algumas sugestões para incrementar essa onda colorida de boçalidade:

1. . . . Extintores personalizados – para botafoguenses, corintianos e demais alvinegros que não suportam o vermelho – do Flamengo, do São Paulo etc.



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2. . . . Campo com grama cor de rosa – para são-paulinos, cruzeirenses, fluminenses e demais torcedores que têm chilique quando vêem o verde do Palmeiras, do América mineiro etc.



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3. . . . Máscaras vermelhas – para jogadores e torcedores brancos do Flamengo, Atlético paranaense, Vitória e outros clubes rubro-negros que odeiam a mistura de brancos e pretos, que lembra os times alvinegros.



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4. . . . Sangue azul – para os gremistas e demais torcedores alérgicos à cor vermelha.


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5. . . . Céu nublado – para torcedores que abominam o Cruzeiro e outros times azuis (como é o caso do poeta Marcantonio Costa, que apresentou esta sugestão, ainda ressacado da trauletada que o celeste Avaí aplicou no seu Flamengo lá na Ressacada!)

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terça-feira, 22 de março de 2011

Perto do coração mofado

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Caio F. Lispector. . . . .

. . . . . . . . “Amanhã eu não mais serei quem hoje sou,

. . . . . . . . porque já não consigo ser aquele que ontem fui,

. . . . . . . . desde que, ao procurar por mim no anteontem,

. . . . . . . . de mim me perdi pra sempre no trás-anteontem.”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “A dor que me pode causar um estranho

. . . . . . . . é igual à causada por aquele que me ama,

. . . . . . . . porque o primeiro pouco sabe do que sou

. . . . . . . . e o segundo sabe demais do que finjo ser.

. . . . . . . . Daí que ambos são capazes de me acertar,

. . . . . . . . com o mesmo fervor, marretadas na cabeça.”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “Meu amor é um belo passarinho

. . . . . . . . que voa, voa, voa... até encontrar

. . . . . . . . a gaiola onde viverá a alpiste e água.”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “O que se reflete em mim é uma criança mimada,

. . . . . . . . é um moço parvo, uma dona frívola, um velho burocrata que mantém,

. . . . . . . . arquivadas num aquário, dúzias de pares de dentaduras postiças,

. . . . . . . . entre piabas cariadas e sardinhas com gengivite.

. . . . . . . . Às vezes, o que se reflete em mim é também um cão sarnento que mia,

. . . . . . . . uma avesinha de asas, pernas e cabeça quebradas,

. . . . . . . . um pirilampo com soluço a traçar, pirilampeiro,

. . . . . . . . luminosos eletrocardiogramas na noite.

. . . . . . . . O que se reflete em mim é tudo, tudo exceto eu...

. . . . . . . . eu e talvez um espelho fêmea que, tal como eu, se pergunta o tempo todo:

. . . . . . . . Como posso amar, se um eventual objeto amável só pode refletir

. . . . . . . . também o nada que a miserável condição espelhar nos impõe?”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “Trata todas as tuas mágoas pessoais

. . . . . . . . como as folhas que varres do teu quintal.

. . . . . . . . E evita esbarrar nos que de ti se aproximarem:

. . . . . . . . quem sabe assim eles parem de desfolhar tanto!”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “Uma vez eu vi o amor.

. . . . . . . . Ele flutuava no ar como uma pluma de colibri,

. . . . . . . . embora fosse tão grande quanto a distância

. . . . . . . . que me separava da meiga anciã .u.zbequistanesa

. . . . . . . . que o despertara via internet por conexão discada.

. . . . . . . . Ah, era um amor tão claro e nítido como a lua no céu!...

. . . . . . . . Ah, era um amor mais escuro e fosco que um céu nublado!...

. . . . . . . . Ah... sei lá! Quando vi o amor,

. . . . . . . . faz tanto tempo que nem mais me lembro

. . . . . . . . se eu estava de óculos ou com uma baita conjuntivite.”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . &. . . . . &

. . . . . . . . “Ó céus, como fico radiante quando sinto

. . . . . . . . a tal da. "auto-estima". estatelada no chão.

. . . . . . . . Isso permite que a raiva desande a crescer em mim,

. . . . . . . . até o ponto de me fazer destruir a pontapés esse maldito conceito idiota.”

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & . . . . . . .. & . . . . . . .. &. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . .Esta é uma singela homenagem às centenas de “autores” internéticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de Caio F. Lispector – inclusive, às vezes, Caio Fernando Abreu e. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Clarice Lispector. . . . . . . . . ... . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . (Teopha)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu, o implicanto demento

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Teophanio Lambroso

Tá legal, qualquer dia eu acabo aceitando que se refiram à Dilma como a President
a, em vez de a Presidente. Só não admito é que se diga que sou resistente a mudanças, implicante, ou mesmo ignorante e demente Aos que preferem continuar me definindo assim, peço apenas que passem a usar as formas resistento, implicanto, ignoranto e demento.
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E tratemos de um assunto mais atraento: meu instant
o de paixão crescenta por uma adolescenta muito independenta.
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Não vou entrar nos detalhos da nossa intimidada. Só posso dizer que minha amanta é a única rebenta de um terroristo árabo com uma militanta do Partido Anarquisto Belgo. Espero me tornar seu cônjujo, mas ela está reticenta, pois além de ainda ser estudanta, tem outros pretendentos. Um delos é um ex-assaltanto que hoje dá expediento ora como comercianto ambulanto, ora como pedinto. Meu maior problemo nesso duro embato é que sou fumanto, alcoólatro e impotento, e a jóvena é crenta e sonha ter uma granda prola.
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Um bom-dio, boa-tarda ou boa-noita a todos os meus simpatizantos e simpatizantas!
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tem três pontas o meu chapéu

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Teophanio Lambroso.. . . .


1 Mulher

Os chapéus femininos em eventos chiques cobriam de desejo a minha cabeça de adolescente. Eu tinha pouca prática mas muitas teorias sobre as mulheres. Uma delas era que mulher de chapéu fica mais bunduda. No Grande Prêmio Brasil, quando os cavalos entravam na reta final, como sempre todo mundo no Jockey Club se levantava da cadeira para ver quem seria o vencedor. Eu não, eu já era o vencedor, vendo o céu baixar na tribuna de honra, aquele céu estrelado de bundas de primeira grandeza.


2 Amizade

Ele usava chapéu como nenhum outro homem sabia usar. Tinha vários: só na minha casa, guardava dois ou três. Com ou sem chapéu, só tratava de cantares e encantares. Seduzia a todos. Mulheres, homens, crianças, cachorros, pardais, samambaias, amendoeiras, postes, paralelepípedos, a lua e as estrelas. Uma vez, disse: "Não fica bem para um adolescente fazer 50 anos". Outra vez, alertou: "Não entre jamais num hospital. Se entrar, só sai morto." Menos de um mês antes de completar 50 anos entrou num hospital pela primeira vez. Isso faz 20 anos, até já esqueci como terminou. Só sei que um dos chapéus ficou comigo. Ainda está aqui, bem ali no cabideiro em que deixo sempre a mão as roupas que nunca uso. Preto, como quase todos os que ele usava, mas já meio cinza de poeira e camuflado no meu caos doméstico, é quase imperceptível. Mas quando reparo que está ali, dói, dói bastante, sabe?


3 Humor

Não era um chapéu qualquer. Era bizarro, brega... um escândalo! Na rua coalhada de carros e pedestres a empastelarem-se na mesma ânsia de chegar em casa, quase ninguém o notou. Mas uma velhota falou "cruz credo", e um menino se dobrou de rir, a ponto de cair na calçada, já todo mijado. Teve ainda o ciclista da tinturaria que, ao virar a cabeça para olhar o chapelão, atropelou o gaiato distraído que recitava um trecho de Os Lusíadas para a chapeluda. Não atropelou de raspão, não: minhas pernas e meu quadril passaram três meses no gesso.


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Imagens:

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Audrey Hepburn, em My Fair Lady, 1964

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Cary Grant, em Night and Day, 1946

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 (Salvo engano) Hebe Camargo, em Tem Bububu no Bobobó, 1833

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Em que blog eu pesquei esta imagem?

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$%$ . PRÊMIO . $%$

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O primeiro leitor que acertar será premiado com uma preciosa relíquia de família: o croquete de camarão que eu herdei da minha bisavó há 37 anos!

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Atenção: Se em 24 horas nenhum leitor acertar, o valioso croquete será oferecido, a preço de banana, ao primeiro inimigo meu que aparecer!


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