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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Gabriel Caraminholador



.. Gabriel é filho do escritor e designer Jp Mariz da Veiga e da redatora e   .  . 
.tradutora Sabrina Janni, meus vizinhos e únicos amigos que tenho no .
prédio onde moro. Gabriel tem 9 anos – na foto tinha 4 ou 5, e já.
.confeccionava suas primeiras caraminholas. Por exemplo: ..
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– Pai, o padeiro faz pão, a costureira faz costura... E o verdureiro, ele faz verdura?
– Não, Gabriel. O verdureiro vende as verduras que outros plantam.
– E o bombeiro? Faz bombas ou vende as bombas que outros plantam?
– Nem uma coisa nem outra, filho.
– Ah, então ele joga as bombas...
– Não, querido. O bombeiro não joga bomba nenhuma. Ele joga é água no fogo quando acontece algum incêndio.
– Legal. Então, pai, se faltar água aqui em casa, a gente pode fazer um incêndio pro bombeiro trazer água pra nós, né?
– Grande ideia. Fala pra sua mãe que ela vai adorar.
– Falo não. Toda vez que você manda eu fazer isso, se eu faço a mãe rosna pra mim.
– Dessa vez, eu garanto que ela não vai rosnar.
– Jura?
– Juro. Ela vai é te morder direto!
– Hum... Eu sabia que não era uma boa idéia.
– Sabia mas me propôs assim mesmo, só pra não me deixar trabalhar, né?
– Você trabalha demais, pai. O tempo todo escrevendo e desenhando nesse computador.
– Você queria o quê, moleque?
– Que largasse essas porcarias e fosse ganhar dinheiro.
– Chega, filho! Pare de me interromper. E vá tomar o seu leite que tá esfriando na mesa.
– Só mais uma coisinha, pai, uma coisinha só...
– Tá bom, tá bom. Manda.
– Como é que o leiteiro faz o leite?
– Com os peitos, Gabriel, com os peitos! O leiteiro se debruça num balde e espreme os peitos até enchê-lo...
– Hummm... E o chocolate? Aposto que o leiteiro come ele antes de espremer os peitos...
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sábado, 28 de janeiro de 2012

Um navio no canavial

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Um navio no canavial é o título do único livro que o poeta e compositor Paulo Emílio (da Costa Leite) escreveu – sem contar “Eu e meu cavalo”, uma série de poemas que ele pretendia ampliar e também transformar em livro. Embora o “Navio” pareça pronto para navegar no canavial, ele nunca o deu por terminado. De meados dos anos 70, quando li os originais pela primeira vez, até julho de 90, quando ele os deixou na minha casa ao mudar-se de lá para a praia niteroiense de Piratininga (onde veio a contrair, cinco meses depois, perto do Natal, a doença que o mataria antes do Ano Novo), o único acréscimo feito à obra foi o título, surgido à época (82 a 87) em que o poeta morou em Santa Rosa de Viterbo – SP, principal "porto do mar canavieiro" dos Matarazzo.  Mas alguns trechos das dezenas de poemas encadeados que compõem o livro ganharam vida pública, musicados. O melhor exemplo surgiu na letra do samba “Made in Brasil”, com João Bosco, que continha pelo menos um verso de um dos poemas do “Navio”. A música foi feita em 78, especialmente para um show que o compositor mineiro faria no Japão. Não chegou a ser gravada em disco, porque João voltou a trabalhar com Aldir Blanc, e os três fizeram o LP “Linha de passe”, cuja música-título era uma nova versão de “Made in Brasil", acrescida de uma segunda parte letrada por Aldir. A diferença entre os versos dos dois letristas é grande e, para enfatizá-la, confronto trechos feitos por cada um deles com a letra de “Cobra criada” (só do Paulo Emílio com o João), que estilisticamente só tem  a ver com a primeira metade de “Linha de Passe”. Senão, vejamos:

Linha de passe / Paulo Emílio:  Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu/ Rabada com angu, rabo-de-saia/ Naco de peru, lombo de porco com tutu/ E bolo de fubá, barriga d'água / Há um diz que tem e no balaio tem também/ Um som bordão bordando o som, dedão, violação (...)

(Em itálico, o verso que provém de um dos poemas de “Um navio no canavial”.)

Linha de passe / Aldir Blanc:  Já era Tirolesa, o Garrincha, a Galeria/ A Mayrink Veiga, o Vai-da-Valsa, e hoje em dia/ Rola a bola, é sola, esfola, cola, é pau a pau/ E lá vem Portela que nem Marquês de Pombal/ Mal, isso assim vai mal, mas viva o carnaval/ Lights e sarongs, bondes, louras, King-Kongs/ Meu pirão primeiro é muita marmelada (...)

Cobra criada: Suco de sururucu/ Diga lá jacu/ Cutia comadre/ Posta de pirarucu/ Diga lá caju/ Barata cascuda/ Gruta de viúva negra/ Caranguejeira/ Saúva coruja/ Rastro de jararucu/ Jararacoral/ Piranha calunga/ Diaba de banda retrai/ De carataí/ Traíra de dente de dá/ E cada dentada que dá/ Cascudo cará/ Purus Juruá/ Mordida no maracujá/ De cobra criada no mar/ Chocalha no cadê você/ Sussurra no bote que dá/ Curare de cobra/ Suga e sai/ Picada de cobra/ Amor não dói.
 
A aventura no ‘mar dos canaviais”, Paulo Emílio a justificava com o desejo de morar num lugar mais tranqüilo, onde pudesse terminar o livro e cuidar da saúde, debilitada por um princípio de cirrose diagnosticado em 81. Se não terminou o livro, como eu já disse, da saúde ele tratou foi com muita cerveja e pinga, que é impossível ficar sóbrio num lugar apinhado de boêmios “24 horas” e doidos com pós-doutorado. Como se não bastasse, a cidade tem quatro ou cinco botequins por metro quadrado (exagerei: são só três ou quatro!). Eu mesmo, nas mais de dez vezes em que estive em Santa Rosa de Viterbo, só não tomava dois porres por dia quando tomava três. Isso, se não emendasse uma bebedeira na outra para, no mínimo, poder dizer à família e aos amigos abstêmios daqui do Rio que estive em Santa Rosa   durante três semanas, por exemplo e só tomei um porre!


Psicoterapia floral com cheiro de mandioquinha

Chega de falar de Santa Rosa de Viterbo, que esse é um dos capítulos mais longos (se é que tem fim) da vida do Paulo Emílio. Chega de post, inclusive, que já vai enorme e ainda tenho de acrescentar pelos menos dois vídeos de músicas do poeta cantadas por suas intérpretes prediletas: Elis e Clara Nunes. Mas preciso dizer mais três coisinhas:

1 – Nunca publiquei nada sobre o Paulo Emílio nesses 21 anos sem ele. Não sei bem o motivo desse silêncio. Talvez se deva ao fato de me bastar manter com ele conversas em momentos que não estou entendendo o que se passa comigo. E isso acontece a toda hora...  Posto agora em razão do aniversário dele, o que soa bem absurdo, como se tivessem se passado vinte anos sem o dia do aniversário dele. Que aliás foi anteontem, 26 de janeiro. Meu atraso é por culpa da Net, que ontem e hoje deu duas bandas certeiras na minha cada dia mais estreita banda larga.

2 – Não consegui escrever alguns casos do Paulo Emílio que achava essencial contar aqui. Mesmo depois de tanto tempo, relembrá-los me emocionou a ponto de o coração engruvinhar e as mãos travarem. O que se segue, por exemplo, escrevê-lo foi quase um parto natural de quadri ou pentagêmeos.

3 – Num dos piores dias da minha vida, eu estava trabalhando no Bar da Pombas, negócio maluco inventado por alguns amigos que, sensatamente, acabaram desistindo da idéia. Mas o pacóvio aqui foi em frente e o comprou, no início de 78. O bar em si até que ia muito bem: 20 meses após a compra chegávamos àquela fase em que se começa a ter lucro. Mas meus dois sócios estavam de saco cheio e queriam vendê-lo. Minha mulher estava de saco cheio e queria que eu o vendesse. E meus pais, meus amigos, meu cachorro... o mundo inteiro estava de saco cheio do Bar das Pombas. Menos eu, que não tinha um saco pra encher: o meu estourara havia meses e, em meio a tanta demanda alheia, não me sobrava tempo nem para arranjar outro saco. 
E agora eu estava ali, trabalhando no bar, mas doido para sair correndo, me esconder num canto e chorar com meus botões. Era pouco mais de meia-noite, dois ou três bebuns no balcão e as mesas vazias, os empregados me pressionando para irmos embora e eu querendo manter o horário mínimo que estabelecera para fechar, que era duas da manhã. Sustentava meus escombros apoiando os cotovelos na caixa registradora quando, de repente, pude distinguir lá fora, atravessando a rua escura e deserta em direção ao bar, um ser todo de preto, das botas de cano curto ao chapéu de abas largas. Era a salvação, pensei, porque se não fosse o Hopalong Cassidy ou O Paladino do Oeste, heróis do meu faroeste infantil, só podia ser o Paulo Emílio. E era ele mesmo, o herói do meu faroeste adulto. Entrou, seríssimo, com aqueles olhos penetrantes e perscrutadores cravados nos meus. Não falou comigo, mas com o copeiro: “Duas cervejas, dois copos e dois traçados de conhaque com cinzano. Ah, e diz pro seu chefe que mandei ele fechar logo essa espelunca e ir lá pra minha mesa.” Em menos de um minuto despachei os empregados, baixei a porta corrediça e fui pra mesa dele: a última, uma das seis que ficavam numa área a céu aberto, sob uma amendoeira centenária ou quase. Paulo Emílio gostava dessa mesa por ser a mais discreta e por ficar bem junto ao rio Maracanã, que ladeava o bar em todo o seu comprimento. “É a mais confortável. A gente não precisa correr ao banheiro para vomitar.” Bebemos as duas cervejas, os traçados e depois mais quatro ou cinco cervejas, sem que eu desse um pio sobre o que me afligia. Ele não me deu chance: falou besteira atrás de besteira e quando viu que eu já estava bem melhor, mas muito bêbado (aqueles porres quase instantâneos de quem está mal), falou: “Vamos para casa”. O que significava irmos pra minha casa, porque isso – uma casa pra chamar de sua – ele já não tinha havia alguns anos. 
Acordei com o apartamento inundado de cheiro de ensopado de carne com batata baroa (a mandioquinha dos paulistas), um dos pratos que o Paulo Emílio mais gostava de fazer e, sobretudo, o que eu mais gostava de comer. Isso me fez levantar com uma disposição bem rara naquele período. Já me imaginava à mesa devorando o ensopado e falando, com serenidade, tudo que eu não falara de madrugada. Qual o quê!  Não falei uma vírgula sequer sobre o assunto com ele. Nem durante o almoço nem jamais.  Porque toda a angústia que eu vinha sentindo me pareceu tolice, coisa miúda, ao chegar na sala e me deparar com a mesa que meu amigo acabara de pôr. Toalha branca de linho com guardanapos combinando, panela de barro com o ensopado, travessa de arroz com seis ou sete ovos fritos por cima (iguaria especialíssima para nós dois), garrafa de vinho tinto poruguês e, no centro da mesa, imponente feito uma jarra de cristal da Boêmia, o copo do liquidificador exultando de rosas brancas.

O poeta, o pescador e o peixe de Itu

Paulo Emílio, em Santa Rosa de Viterbo, com o nosso querido Dito Cervi, que mostra o tamanho da piaba que pescou no rio Pardo. Admirador de uma boa mentira ("A inteligência é burra e a verdade, dissimulada!"), o poeta, sempre alerta, faz um de seus gestos mais peculiares: essa mão com o dedo médio apontado para cima, o anular para frente, o mindinho para baixo e o polegar e o indicador em pinça, prontos para pegar e saborear os microscópicos tesouros infinitos de cada pessoa, as migalhas de felicidade compartilháveis, a lingerie das moléculas do imponderável.

  
 COBRA CRIADA – João Bosco e Paulo Emílio
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NATUREZA VIVA – João Bosco e Paulo Emílio
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NAÇÃO – João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio
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 Um tema bem adequado para o fim do mundo

 
“Eu quero me confessar
Antes da barca afundar:
 Sei onde guardam o rum
E a vida é uma casca de noz.”

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  (De uma das últimas canções  que o Paulo Emílio fez – letra e música. Esses versos iniciais se encaixam bem na atual moda de fim do mundo, não? Pois a continuação, que infelizmente não lembro direito, é o próprio apocalipse!)


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domingo, 25 de setembro de 2011

Dicas para as provas do Enem

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Elza Magna
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1 – Por que há mais mulheres do que homens no mundo?

R.: Porque os homens engravidam menos.

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2 – Onde fica o hipotálamo?

R.: Na água, como todo mamífero aquático.

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3 –. Para os pintos saírem dos ovos, o que faz a galinha?

R.: Chupa eles.

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4 – Qual é o polígono com menor número de lados?

R.: O círculo.

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5 – Por que o coração é associado ao amor?

R.: Porque, se ele pára, a gente broxa.

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6 - Como morreu o Bispo Sardinha?

R.: Enlatado

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7 – Por que Vênus é chamada de estrela?

R.: Porque ficou rica e famosa fabricando camisinha.

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8 – Para que servem as amígdalas?

R.: Pra agarrar pentelho.

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9 – Que animais dependem das guelras para viver?

R.: Os militares.

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10 – O que é piroga?

R.: O marido da jojota.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poemas com bula, já!

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A Assis Freitas, António Cabrita,

Marcantonio e tantos outros poetas

que têm a mania de escrever

versos desconhecidos.


. . . . . . . . . . . . . . . . ..Há muito tempo pastava eu aqui à espera

. . . . . . . . . . . . . . . . ..de uma hora para a gente conversar

. . . . . . . . . . . . . . . . ..sobre um tema de grande relevância:

. . . . . . . . . . . . . . . . ..a mania que certos poetas têm

. . . . . . . . . . . . . . . . ..de só escrever versos desconhecidos,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..a fim de causar desentendimento

. . . . . . . . . . . . . . . . ..às pessoas mal analfabetizadas.

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. . . . . . . . . . . . . . . . ..Além disso, essa turma toda emprega

. . . . . . . . . . . . . . . . ..um monte de palavras que ninguém

. . . . . . . . . . . . . . . . ..sabe – só pra complicar ou falar

. . . . . . . . . . . . . . . . ..de coisas que não precisam ser ditas,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..pois não fazem a gente se sentir

. . . . . . . . . . . . . . . . ..um passarinho com o coração

. . . . . . . . . . . . . . . . ..cheio de alpiste, uma flor com os óculos

. . . . . . . . . . . . . . . . ..a cintilar de ferroadas de abelhas,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..ou uma multidão de estrelas no céu

. . . . . . . . . . . . . . . . ..se amando ardentemente – sem ky,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..mas com camisinha à prova de bala.

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. . . . . . . . . . . . . . . . ..Ora, se querem versejar assim,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..tudo esquisito e desumano, lasquem,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..depois do fim, ao menos uma bula,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..feito a que a gente só lembra de ler

. . . . . . . . . . . . . . . . ..quando já atura o toró do purgante

. . . . . . . . . . . . . . . . ..que tomou... contra uma dor de cabeça!

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. . . . . . . . . . . . . . . . ..No mais, bem diz, salvo engano, Bilac:

. . . . . . . . . . . . . . . . .. “Mesmo vocábulos de uso comum –

. . . . . . . . . . . . . . . . ..tal como fildras, neiroga, berdúnsculo,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..vungarinvongal e estralhimblogênico –

. . . . . . . . . . . . . . . . ..só devem ser aplicados em versos

. . . . . . . . . . . . . . . . ..se a lira mais romântica o exigir,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..e com toda possível sutileza,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..de modo a que no leitor se inoculem

. . . . . . . . . . . . . . . . ..não por injeção ou xarope amargo,

. . . . . . . . . . . . . . . . ..mas por meio de spray ou supositório.”

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Teopha . . . . . . . .

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Faça Você Mesmo - II

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. . . . . . . . . . . . . . Prof. Edson Rocha Braga

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Dito chistoso

Pegue um dito comum, condensado e de peso reduzido. Ou seja: pegue leve.

Examine o dito cujo cuidadosamente por todos os lados, de modo a assegurar-se de que esteja completamente destituído de sujeiras ou duplo sentido.

Acrescente ao propriamente dito um adjetivo sonoro, porém incolor, inodoro e de transparência leitosa. Apare bem as pontas, com uma lixa de unha.

E voalá! Está pronto o seu Dito Chistoso. Moderno, limpo, inédito e personalíssimo.

Usado apropriadamente, irá render-lhe saúde, prosperidade, poder, fama e total satisfação sexual, embora sempre com o risco de um ou outro incômodo cachação no pé-do-ouvido. Enfim, nada é perfeito.

Importante: para nunca ter que dar o seu dito por não dito, use-o somente após lavar a boca com sabão de coco e bombril. E dedique-o à sua querida mamã, com um beijo no coração.

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Esta postagem é patrocinada pelo CONCUCOPERBRARB Conselho dos Cupinchas de Copo do Prof. Edson Rocha Braga no Rio-Brasília. O bar, o conselho, o professor e os copos (sempre cheios de cerveja geladíssima) ficam na Av. Nossa Senhora de Copacabana, em frente à Rua Inhagá, em Copacabana.

(Este patrocínio garante aos quatro diretores do desinformação seletiva a bagatela anual de 2 (duas) cervejas, per capita, no pendura!)

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Ilustração principal: extraída (e photoshopeada) do Blog do Dito
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Faça você mesmo







. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prof. Edson Rocha Braga






Bomba doméstica

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Primeira fase:

Pegue um cano de plástico (pode ser Tigre ou Amanco) com três metros de comprimento. Serre as duas extremidades, de forma a deixar um cotoco do tamanho de uma banana de dinamite comum (dessas de pedreiras) ou de três bananas caturras, de vez, enfileiradas.

Deite as sobras no lixo reciclável e reserve o cotoco.

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Segunda fase:

Serre duas placas de polimetil-metacrilato (acrílico) nas dimensões: 48cm x 33com. Ou 29cm x 18cm (é mais barato). Espessura, a gosto.

No meio de cada uma das placas, trace um círculo com o mesmo diâmetro do cano de plástico e serre, de modo a obter duas rodelas. Separe as duas rodelas. Deite as sobras no lixo reciclável.

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Terceira fase:

Cole uma das rodelas (com Super-Bonder ou genérica --- a Pritt não serve) em uma das extremidades do cotoco.

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Quarta fase:

Encha o cotoco com a seguinte mistura: 2kg de chumbo em grãos, 1kg de enxofre em pó, 4 colheres (de sopa) de cloreto de sódio (NaCl), ou sal de cozinha (tem sempre em casa), e meia xícara (de chá) de pó de âmbar de baleia.

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Quinta fase:

Tampe o cotoco recheado com a segunda rodela e enfie-o debaixo do travesseiro.

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Sexta fase:

Coloque na mesa de cabeceira um rádio-despertador com controle remoto.

E está pronta a sua Bomba Eletrônica Plástica Doméstica. Barata, prática e absolutamente segura, pois nunca explode.

Dá um excelente porrete contra ladrão. Ou então...

Deixa pra lá.

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Imagem:

A bomba aparece em postagens culinárias de diversos blogs e sites, nenhum deles do Irã nem da Coréia do Norte.

O pavio, em: www.coxacreme.com.br


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