sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ao botafoguense, esse ser trágico


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(sem título)  .  . . ..  . ..  .  .  .  . . .  .  .  .  .  .  .  .  .  .

Lúcio Cardoso      .   .  . ..  .  .

Ó Estrela, carne fulgurante, rosa do mar,
guia do solitário navegante, amante dos heróis
–– .que nesta hora plena tua alma nos conduza
à amplidão sem fim, perpetuamente recomeçada,
onde o perigo fala, e tu, Estrela,
apascentas o rebanho noturno das vagas.

Ó Estrela, dá-nos a morte da surpresa,
o alfange erguido como o castigo,
a recompensa dos fortes, o teto puro
do céu desdobrado sobre o mar...

Dá-nos a glória do naufrágio.

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15 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Que o meu Bahêa coloque um pouco mais de drama nessa tragédia.

Tania regina Contreiras disse...

:-))) Só não gostei do comentário acima: Bahêa??? Arghh....:-)
Beijos,

Tuca Zamagna disse...

Sem chance, Herculano. Uma derrota para o grande Bahia, mesmo por goleada, nada acrescentaria a nossa estatura trágica.

Bem, a não ser que o Papai Joel esfaqueie o Harry Potter ou o Loco Abreu...

Abraço

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Tânia
Dos times de grande torcida, o Bahia é o que eu menos destesto. Talvez porque esteja mais longe, né?

Artes e escritas disse...

Afinal, para qual dos times você torce: Botafogo ou Bahia? Um abraço, Yayá.

Zatonio disse...

Tuca, essa ode à nossa tragédia é tragicamente linda. Que bom que somos assim. Abraço!

Helcio Maia disse...

Há em nós botafoguenses algo de bipolaridade, uma estirpe de incredulidade que nos leva a sempre relativizar a alegria. Antecipamos a tragédia, talvez, para sobrevivermos à ela. Afinal, acreditamos que há coisas que só acontecem ao Botafogo. Deduz-se daí um fatalismo, oriundo, quem sabe, de parentesco com a hiena Hardy. Um segundo após a conquista de uma vitória ou mesmo de um título, o bom botafoguense pergunta: mas até quando?
Somos diferentes e gostamos dessas peculiaridades. Nosso destino foi escrita por linhas, digo, pernas tortas. Mas Deus escreve o certo por linhas assimétricas, não é mesmo? Por tudo, a assimetria beijou essa instituição mais que centenária, porém com vieses tão juvenis.
Que a estrela solitária nos acompanhe!

Jaime Guimarães disse...

"Bora Baêa minha porra!" Olha o grito que vai ecoar lá em São Januário contra o Botafogo para ajudar na glória do naufrágio...e mais um carnaval fora de época aqui em Salvador? Qualquer joguinho que o Baêa ganhe - até contra o Íbis! - vira festa por aqui.

Dá até quase vontade de torcer pelo Bahia. Mas quando perde aí é a torcida do Vicetória que faz festa. Então, tanto faz...

Assis Freitas disse...

há um quê de tragicidade que se aplica na teoria geral da paixão pelo futebol, mesmo que os fatos provem o contrário (como disse Nelson Rodrigues)que se danem os fatos,



abraço

p.s. poema portentoso

Adriana Karnal disse...

o clamor às estrelas...mas quando o time está numa fase ruim, nem poesia à lua resolve,rsrsr
( mas o botafogo estava bem, não estava?)

Tuca Zamagna disse...

O Botafogo está bem, Adriana. Mas isso pouco importa. É o sentido trágico, muitas vezes tragicômico, que marca a história do Botafogo como a de nenhum outro time, e que forja a alma - o karma? - do sempre supersticioso e pessimista torcedor botafoguense.

Lua Nova disse...

Homens... bah!!!

Ricardo Novais disse...

Porra, Tuca; a única vez na vida que não me importaria do Glorioso de General vencer o Glorioso da Vila e... Há coisa que só acontecem mesmo ao Botafogo; e ao Santos FC, que ajudou aquele certo time da Marginal sem número...

Abraço, meu caro.
Ricardo.

PS.: Estou meio 'enrolado', coisas da vida citadina, mas sempre lembro de teus conselhos (ou, pensamentos) - às letras! =)

Juan Pardo disse...

Emotivo y sugerente texto en un original blog.T invito a seguir mi blog.Saludos.

Paulo Jorge Dumaresq disse...

O Botafogo é, antes de tudo, um vitorioso trágico.
Há braços.

Tatuagem disse...

Naufrágio ou não...a gente vai torcendo...