sexta-feira, 20 de julho de 2012

Noite

.  .  .  .  .  Rogerio Luz.*

I
A noite que desponta
do horizonte, confusa
envolve (manto) a pele
do dia e a faz impura
e inunda, negra fonte
a alma obscura.

II
A viagem que não virou propósito
o propósito impossível
o crime imaginário
de ir contra o que deseja o navegante
estendido sem porto
ao longo do cordame e
mais adiante o mar 

sob a ameaça da noite.

III
Tempo do afeto
onde encontrá-lo?
Pão compartilhado e amargo
.

De dentro do que houve
o que não houve
noite adentro

vem para durar.

.  .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . .*.rogerioluz.wordpress.com

5 comentários:

Lily disse...

Certas coisas deveriam acontecer, alcançar o ponto final, para que não ficássemos a guardá-las como ferida exposta e eterna.

Suzana Guimarães - Lily

Tania regina Contreiras disse...

Relendo (que passei no Mínimo) e indo lá conferir.

Beijos,

Thuan Carvalho disse...

e ainda há de haver;
pois o corpo ouve mesmo o que não houve.

Branca disse...

Olá adorei conhecer seu blog é maravilhoso.
Obrigada por sua visitar beijos.

Branca disse...
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