sexta-feira, 18 de junho de 2010

EM NOME DE TODOS OS NOMES

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20 comentários:

Márcia Luz disse...

"... todo o dito se destina a ser ouvido. Quero com isso significar que é como narrador oral que me vejo quando escrevo e que as palavras são por mim escritas tanto para serem lidas como para serem ouvidas. Ora, o narrador oral não usa pontuação, fala como se estivesse a compor música e usa os mesmos elementos que o músico: sons e pausas, altos e baixos, uns, breves ou longas, outras."

(SARAMAGO, Cadernos de Lanzarote, 1997: 223)

Celamar Maione disse...

E a Literatura perde um grande nome !
Fiquei muito triste....
bj

Aline Chaves disse...

Bela e sucinta homenagem, Tuca. A literatura de língua portuguesa perde seu maior nome, e o mundo perde um de seus cidadãos mais dignos e combativos.

P. Moai disse...

Sem dúvida alguma... um grande "Sarává" para o grande Mestre.

Celinha H disse...

Lindo, Tuca! Uma homenagem simples, comovente e alto-astral.

Malena disse...

É bom ver o Brasil a chorar Saramago. Como portuguesa também chorei Jorge Amado.
A Língua Portuguesa com a música brasileira ou a rudeza de Portugal é a nossa língua e é mais bela ainda quando escrita por mestres.

Gingerbread Girl disse...

Saramago... grande obra, grande homem.


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Nilredloh disse...

Olá!
"Saravá" não foi uma palavra dita por Vinicius (amo Vinicius de Moraes) no seu (e de Baden Powel) Samba da Benção? Sou Português e não sei ao certo o significado de "saravá", mas penso que deverá querer dizer algo como "até sempre!".
Uma vez na Feira do Livro de Lisboa, eu teria uns 27 anos, pedi um autógrafo ao José Saramago, que com 70 anos me deu um aperto de mão bem forte que me impressionou até hoje. Foi de uma grande amabilidade e, depois do autógrafo, com muito sentido de humor, lembrou-me: "não se esqueça de pagar o livro!"
Um grande abraço!
Jorge

Alex J. Cavanaugh disse...

I wish I understood the language so I could comment intelligently!

Aloisio Trobinski disse...

“Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala”.
Saramago era e continua sendo O CARA!

Marcel Zaner disse...

Na mosca, como sempre, Tuca! Acho que Saramago, mesmo sendo ateu, gostaria de ser saudado com essa palavra popularizada no Brasil pelas seitas de origem africana, cujos cânones contemplam uma sabedoria que as religiões judaico-cristãs não alcançam.

La Cenefa disse...

hermoso homenaje

jefhcardoso disse...

Uma bela homenagem.
Boa semana. Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

AVOGI disse...

eu costumava dizer que havia um rei mago chamado sara...mago.

Sil.. disse...

Incrivel como chorei sua morte...
Talvez chore pra sempre..

Um abraço!

YoSabina disse...

Lo importante es leer lo que nos dejó... 30 libros... Wow!

YoSabina

Anga Mazle disse...

Nilredioh, o comentário do Marcel esclarece a sua dúvida.

Obrigada a todos pelos comentários e elogios.

Tuca Zamagna disse...

Não faça isso, Sil. O grande Mago não iria gostar.

Antonio Alves disse...

Estou relendo o Ensaio Sobre a Cegueira. Como é bom! Só esse romance basta para afirmar toda a falta que Saramago faz.

Ricardo Novais disse...

Caro Tuca,

Curioso como meu coração é estranho. Eu vi nesta homenagem certa ironia - que aliás adorei. mas lendo os leitores aqui percebi que talvez não fosse este o caso.

Seja como for, a homenagem é simples e bonita; como disse a Aline - embora eu seja pouco refinado para apreciar a literatura feita por Saramago e admire menos ainda as ideias políticas dele, mas isto é outra história.

Eu realmente gostei deste blogue.

Um abraço,

Ricardo.