segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Diário do Dia desmente TV Probo

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Entrevista exclusiva com Pipídi,
o suposto pedófilo e estuprador


A velha (porém ainda bem apanhada e fogosa) repórter que vos escreve entrevistou, via rabex, a celebridade do momento, Epidídimo Eustáquio de Falópio (foto) – esse mesmo, leitor, o personagem principal do Caso Pipídi, que há mais de um mês vem ocupando pelo menos cinco linhas diárias no melhor jornal do país, este Diário do Dia, o único que ainda resiste à sanha monopolista de O Probo.

Pipídi, que se mantém foragido, nos fez importantes revelações, as quais, se verdadeiras forem, contrariam frontalmente tudo que foi informado ontem pelo Jornal Multinacional, da Rede Probo. Não vou me alongar nesta reportagem, tendo em vista que o raboboy que serve a todos nós, hóspedes do manicômio judiciário, não aceita transportar rolos de papel de diâmetro superior a 6,5 milímetros, mesmo quando as remessas não totalizam o limite, por ele estabelecido, de 5 centímetros. Se pagarmos em dobro – ou seja, 8 pratas por milímetro diametral –, o sujeitinho até arreganha uma exceção. Mas isso, além do preço escorchante, expõe os manuscritos ao risco de serem danificados, porque o mercenário, para aproveitar ao máximo a bitola de seu porta-mala postal, às vezes elimina o frasco cilíndrico que usa como invólucro protetor contra eventuais impertinências fecais.

Esta indispensável introdução – do texto, não da remessa postal – já consumiu quase a metade da tirinha de papelão pisoteado que posso remeter por rabex com as 17 pratas de que disponho. Embora escreva em letra miúda, quase microscópica, serei forçada a me restringir a dois pequenos tópicos dos mais de 20 abordados por Pipídi, deixando o restante para remessas posteriores, se dinheiro para tanto e rabo para tal houver. Vamos a eles:

Pipídi não nega a autenticidade, mas sim a atualidade do vídeo exibido pela TV Probo em que aparece com um menino louro no colo, fazendo cavalinho e cantando “trepa Antonio, o siri tá no pau, eu também sei tirar o cavaco do pau”. Segundo ele, o lourinho hoje é homem feito e, há cerca de dez anos, negro, depois de submeter-se com sucesso a um tratamento transepitelial e transcapilar. O rapaz, acrescenta Pipídi, “é ajuntado com uma cabocla bem jeitosa e tem duas filhas pequenas, louras que nem ele era, de cabelo pixaim que nem ele é”.

Quanto à informação veiculada pelo jornal televisivo sobre um suposto estupro por ele cometido contra uma paciente internada em estado grave num hospital público em que trabalhava como faxineiro, Pipídi esclarece: “Caô. Nunca trabalhei em hospital nenhum. O que rolou é que desovaram no IML, onde eu era lavador de cadáver, uma dona que parecia morta. Gostosa de dar água na cueca. Loura, de olhos mais azuis que os beiços e a ponta dos dedos. Assim que ela ficou só mais eu, parti pra dentro”. Pipídi garantiu que tudo corria como de praxe nos seus, como ele diz, “lesco-lascas” com defuntas, até que a mulher começou a gemer, levando-o a exclamar: “Caralho, meu caralho, depois de três anos trabalhando comigo aqui, finalmente tu consegue fazer uma presunta gozar!” (Marsela Túrsica)
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4 comentários:

Anônimo disse...

Este rapaz aí tem problemas. Esta repórter aí tem problemas. O menino louro que virou homem negro tem, assim como sua família, problemas. Só a bela presunta não tem problemas, pois não abre mão de gozar nem morta!

Genésio, a mulher do vizinho

Tuca Zamagna disse...

Sem problemas, Genésio.

Maria Regina disse...

Não sei quem é mais problemático nessa história. Se a repórter, o tal Pipídi, o lourinho que virou negro ou você, Tuca.

Pensando melhor, problemática sou eu, que me encanto com tanta maluquice.

Tuca Zamagna disse...

Você que sabe, Regina.