sábado, 21 de setembro de 2013

Migalhas, ciscos e pó

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Antônio Rebouças Falcão

   .. ... .    Nessa madrugada, a solidão dos galos cujos cantos não receberam respostas.
          O descaminho da formiguinha que se perdeu da linha viva de suas parceiras.
          Os destinos da lima e da banana que, recusadas, vão apodrecer únicas nos cantos das gôndolas.
          O endereço do dente de leite que se perdeu nos ínfimos recônditos do chão.
          A carta de amor nunca enviada que a mocinha esqueceu no ponto de ônibus.
          O lençol branco com monogramas exclusivos, no quarto reservado pelos nubentes que despencaram do céu na noite de ontem.
          O falso documento de identidade de um tal Josias dos Santos, esquecido no banco da praça.
          A última palavra escrita com aquela caneta, atirada ao piso da avenida central.
          O passageiro que desapareceu no aeroporto, sem ter nunca chegado ou partido.
          Um quarto de dicionário que retinha a atenção do mendigo à sombra do oiti.
          O telefonema que, nesse instante, me recusei a atender.

Blogue do autor:  Dilema paulistano  



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Pela rua dourada



Anga Mazle   .    .    .  

Venho voltando da casa de minha madrinha que acaba de falecer.
Voltando da casa de minha madrinha pela rua dourada de casas antigas,
trajeto que sempre  fiz esses anos todos, mesmo depois que, aos 12 anos,
deixei de morar com ela.
Da casa de minha madrinha só me resta um tesouro: os olhos daquele garoto
que morava numa das casas douradas desta rua. De minha madrinha, agora
só me lembro da doçura com que me disse “é um bom menino, estudioso,
de família honesta e trabalhadora, mas ainda é muito cedo para vocês, não é
não, querida?” Cedo era, mas nem por isso apagou-se a lembrança do coração
disparando todas as incontáveis vezes em que, indo ou vindo por esta rua,
meus olhos tropeçaram nos dele, fixos em mim, iluminando-lhe o rosto
emoldurado pela  janela de sua casa dourada. É tarde para lembrar, mas não
esqueço nem a tola cumplicidade da nossa timidez, seus olhos a escorrerem
juntos com os meus até o chão da rua, bem ali adiante, onde ainda está a casa
dourada em que ele morava. Ao passar em frente a ela, sou fisgada pelos 
mesmos olhos que me seguiram esses anos todos. O meu coração dispara 
enquanto, pela primeira vez, nossos olhos se mantêm interligados, sem 
escorrerem até o chão da rua. Mas os dele não me reconhecem, e os meus 
também não reconhecem o dono deles. Pouco importa. Venho voltando da 
casa de minha madrinha pela rua dourada de casas antigas, tão dourada 
como no tempo em que a vida morava aqui.
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          Fonte da imagem: daijoji.blogspot.com

domingo, 1 de setembro de 2013

Beijo

Garota de Ipanema
Saiu nua do mar, cruzou a faixa de areia, a calçada e a ciclovia da Vieira Souto. 
Sem aplausos nem vaias, só uma buzinada, já na pista, antes do baque fatal.

O colecionador
Coberto de borboletas, o cactus não tem flores para lhes dar. Só espinhos.

Boa noite

Antes de se deitar, ele põe as dentaduras no copo d’água, a peruca no cabideiro,
o pé mecânico sob a cama e o resto de si janela afora.

Cheia
Acordou com um palavrão vindo do céu. Era a lua, cheia.

Saudade

No velório do marido, a viúva deu de acariciar-lhe o pênis. “Pare com isso,
mãe, ele está morto!” E a velha, nostálgica: “E eu não sei? Faz mais de 25 anos.”

Muito além do horizonte
Diante dela, o mar se estende além, muito além do horizonte, até completar
a volta ao mundo e armar a onda que quebra e a atinge pelas costas, tragando-a. 

João de barro

Desenganado, o passarinho ergueu, em barro, a sua última morada.

O time
A enfermeira saiu à sala de espera com o recém nascido no colo: “Quem é
o pai do bebê de dona Isolina?” Junto com o marido, gritaram “eu” o cunhado,
o encanador e oito vizinhos.

O duelo

Encostados, de costas um para o outro, pistolas empunhadas, os duelistas 
aguardam o sinal do juiz para que caminhem dez passos, virem-se e disparem.  
Aguardam há meses, anos, séculos...

Morte após a morte
Leitor assíduo de obituários, certo dia leu, com profundo deleite, o seu próprio.

Beijo

Nossos olhos fechados, nossos lábios e línguas nos dizendo: 
ó céus, como brilham os nossos olhos!

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sábado, 10 de agosto de 2013

O Grande Desfile de Pin-ups - VII

Parla, Bella!

 Isabella Eckstein
só atinge a imperfeição
quando de mim some.

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Marlene 10 x 0 Emilinha

Com os seus segredos,
Marlene Edir Severino
põe o Diabo doido.

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A limiticida

Sílvia de Oliveira
casou-se com o infinito
e extinguiu o não.

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O Garricha de (mini)saia

Sandrinha Fioretti
é especial – especialmente
pela perna torta.

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A coelhinha do play-boi

Com a Katia Rita
só não me deito porque
Paulim ronca muito.

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A bem dotada de berço

Lina Mendes é
rica à beça, porque tem
alma de mutum.

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A rosa dos Guimarães

Lily é um pedaço
de mau caminho traçado
pela Su pra si.

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A tecelã do impossível

Karinne Santiago
tece versos até com
cedilhas bretãs.

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A criadora do fim da picada

A Carla Diacov
será o ovo ou a galinha
que nascer por último?

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Pinapos do dia

Garoto de Ipanema

Evoé, Hans Freeman,
navegante das marés
que regem a lua.

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Garoto do Catete

Esse Ilan Wettreich
é tão simples que faz de
manjubas sereias.

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Garoto de Peruíbe

Dário Banas é
tudo mais do que não é
o que sempre for.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sentido

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. . ..  . . . . O que podes querer da vida,.
. . . . .. . . . se nela, poeta, tentas plantar
. . . . . . . . o que dela mesma colheste? .
 . . . . . . . Que rumo há de ter sentido .
 .   . . . . . . se não expressares somente .
  . .  .  .  .  .  . palavras que te constituem?. . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Anga Mazle

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A predadora

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Meu coração até é vegetariano,
mas a razãocarnívora, não freia
minha predadora libido onívora.

Tonhuca


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Amor desenhado


 

O amor... ah, o amor!...
Quanto mais por ela eu me desdobro em traços,
Mais ela me aponta dor.

Tonhuca


segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Grande Desfile de Pin-ups - Especial Elke Maravilha

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A maravilha russa que revolucionou a estética carioca

“Um dia, por volta dos 18 anos, eu acordei, fui no meu armário e vi que só usava preto. 
Pensei: “Nada disso.” Peguei uma calça e rasguei toda, botei uma meia roxa, enchi a cara 
de batom, desgrenhei o cabelo e fui para a rua. Levei porrada. Meu dente entrou pelo lábio, 
tenho a marca até hoje. Pior foi tomar cuspida na cara, como aconteceu em Ipanema. 
É difícil ser a primeira, ousar, usar esse visual. Atualmente não assusto mais, mas tem
gente que acha que sou travesti. Agrado as minorias. Inclusive sou madrinha dos presidiários.”

“Na roça a gente não tinha acesso a quase nada. Mas quando eu voltei à Rússia, com 22 anos, entendi tudo. O coração da gente muda, mas o DNA, não. Foi aí que descobri por que eu gosto
 tanto dessa arte cheia de detalhes, de surpresas. Tem uma estética bizantina dentro de mim.”

‘‘Me casei oito vezes e sou amiga de todos os meus ex. Menos de um, que é psicopata. Um dia acordei de madrugada e ele estava sentado na poltrona vestido de Elke.’’

“Já tive homens mais velhos, 27 anos mais jovem e da mesma idade. Sou como aquela bicha 
da piada: não tenho tipo, tenho pressa.”

“Forças ocultas tiraram o programa Elke (SBT) do ar, ninguém me deu explicações. Quando 
eu dava 3, 4 pontos de ibope, estava bom. Quando subiu para picos de 15 pontos, acabou. 
Foi no dia seguinte ao que botei no ar um casamento gay.”

"Tem gente que é tão pobre, tão pobre, tão pobre... que só tem dinheiro."  

Elke Maravilha 

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domingo, 28 de abril de 2013

O Grande Desfile de Pin-ups - VI

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 .  .  .  .   ..

“Please!.. please!...” é o cacete, Marilyn. Você já apareceu demais aqui, emprestando seu exuberante corpitcho para várias pin-ups que desfilaram nesta passarela. Mas não fique macambúzia, não, belezoca, que ainda vem muito mais você por aí.

A diva sado-maZô .    .    .    .

Zoraide Alves Abdalla acaba de completar 21 aninhos. Uma gloriosa façanha, mormente se.. . .  considerarmos que ela vem me aturando, com paciente doçura, há mais de 30 anos.   .  .  .  . 
Zô é inventora da popular Reganheira, fórmula alquímica desenvolvida na cozinha da Guiomar e que permite gerar e multiplicar os efeitos apocalípticos de qualquer fofoquinha à toa que role em Santa Rosa de Viterbo, capital do condado de Matarazzo, na Baviera. 

           Zô no Facebook: Aiô, Reganhudos!

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A Gilda do gogó de ouro .    .    .    .  .

Luciene Cavalcanti é o mais famoso cover de Gilda – o jogador Heleno de Freitas ou a atriz 
Rita Hayworth, sei lá, vocês decidam aí. A Lu não bate um bolão nos gramados como o Heleno nem arrasa nas telas como a Rita, mas canta uma barbaridade até com o chuveiro desligado. 
“O microfone – diz essa Gilda de Campinas – é o meu legume preferido!”

    Lu no Facebook: Aiô, meus fãs!   


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Sra. Raíssa, a musa do Seu Juca   .    .    .    .  

Com 14 anos de idade quando nos conhecemos,  a Sra. Raíssa Medeiros me incentivou muito 
a criar este blog, me apresentou o andarilho e poeta Seu Juca Sem Fio e me ensinou que o tempo real não passa de uma metáfora enfatiolada do tempo ficcional peladinho da silva. Hoje uma macróbia de quase 20 anos, a Sra. Raíssa me dá a cântaros o que não nega a qualquer pessoa, inclusive as invertebradas: “a palavra que torna sublime todos os pecados/ que cometemos a rodo e ainda havemos-de cometer a vassoura,/ se não surgir nenhum deus crível para empatar a nossa sacrolasciva faxina” – como escreveu o Seu Juca em um dos poemas dedicados a sua musa.

                  Blog da Sra. Raíssa:  É balela    


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A que me levou nu pra Bahia  .    .    .    .  .


Ao me conhecer, em meados do século XVIII, Tânia Eremkin alvoroçou-se, tratando de fugir às pressas do Rio para a Bahia, onde vive até hoje. Ela não é nem nunca foi tão rechonchuda como a Hilda, esta célebre pin-up do desenhista Duane Briers. De gorda, Tânia só tem a mochila que carrega em suas andanças baianas, e dessa gordura faz parte esta foto minha que ela exibe aqui, a única que tirei pelado – com exclusividade para a revista Pedophile’s.

                            Tânia no Facebook: Aiô, caês!   

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 .      

Pedaço de mau caminho do Diabo .    .    .    .  . .

Joelma Bittencourt habita os ares fabulosos da liricosfera, as terras férteis do nunca amazônico e, principalmente, as águas ferventes do rio Nhangapi, caminho de Satanás quanto sai ou volta para casa. No silencio infernal do riacho demoníaco, ela nada, das profundezas à tona, cantando o desejo incontrolável de atrair, abraçar, devorar e regurgitar, muito bem mastigadinhas, todas as almas humanas – ou seu sinônimo: as palavras.

Blog da Joelma: Transfigurações

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As mamas de Mama África .    .    .    . 

De Sandra Henrique de Souza
eu não conheço o que preste,
fora os olhos que em mim pousa
seus voos risonhos de peste.
(Coisa pouca por demais
pra vender, né? Mas quem disse
que ela vende?... Sandra é mais
por quanto menos tem, visse?)

            . . . . . . . . . . . . . .  . . . .  Sandra no Facebook: Aiô, desamamentados!

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A dimarquesa underberguiada .    .    .    .  .

Marilia Melo nasceu na Dinamarca, branca como a neve e louríssima, de olhos azuis e bochechas rosadas. E assim viveu até os 35 anos, quando conheceu em Copenhague, no bar Slap (bofetada em dinamarquês), o escritor e jornalista Flavio Pinto Vieira. Foi ao vê-la pela primeira vez que Flavio, instantaneamente apaixonado, pronunciou a célebre frase: “Há algo de podre no reino da Dinamarca”.  E tratou de trazê-la para o Brasil, onde a transformou numa bela cabocla tupiniquimíssima, através de um tratamento à base de Underberg. Flavio se foi, mas Marilinha continua com os mesmos 35 anos de quando o conheceu, graças à miraculosa bebida.

  Marilinha no Facebook: Aiô, underbergsons!    


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De Ribeirão Branco para o mundo .    .      . 

Thais Costa nasceu em Ribeirão Branco - SP, num parto complicado por causa do piano de 
cauda que trouxe à luz em seu colinho. Logo deu seus primeiros recitais cantando e tocando no  irmão gêmeo. Mas quando a poluição turvou o riacho que corta e dá nome a sua cidade natal, Thais tratou de se mandar antes que a coisa ficasse preta. Sábia decisão. Pouco depois que embarcou rumo ao mar, a bordo de seu querido irmão, escureceram de vez as águas do já então Ribeirão Pardo. Quando desembarcou no Rio de Janeiro, o riacho já dera origem ao nome atual da cidade: Ribeirão Preto. Hoje, Thais canta e toca para os cariocas, mas acompanhada por teclado eletrônico. Seu irmão de cauda reside na Urca, ancorado no cais do Iate Clube carioca.


    Thais no Facebook: Aiô, ribeirinhos!  
    

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Pin-upet

The great canine sex symbol.    .    .    .
Julinha Diacov é a irmã caçula da escritora Carla Diacov e da desenhista Larca Vódica. Trata-se, segundo o Ibope (Instituto Bono Terra Camargo de Pesquisas Eróticas), do sex symbol preferido da cachorrada de todo o mundo, superando cadelas históricas como a estrela de cinema Lassie, a astronauta russa Laika e a apresentadora de TV Luciana Huck Jagger.

Julinha no Facebook: Aiô, Rintin!       


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Pinapos do dia

Papa Nicolau, o argentino made in Paraguai .    .    .    .    .


Marcelo Nicolau é filho de Leonel Brizola, Charles Bukowski e mãe desconhecida. Formado
em História do Sexo Desbragado, especializou-se em Estudos Empíricos das Violações sem KY 
dos Direitos Humanos de Insetos Peçonhentos. Entre as grandes paixões deste sátiro romântico 
estão, além de seus dois progenitores, a sua belíssima esposa (cujo nome eu não sei, muito 
menos ele), o seu pênis sobressalente e a manteigueira (soletrando: bê-u-cê-e-tê-a) da mãe 
de todo indivíduo politicamente correto.

                  Nicolau no Facebook: Aiô, faunas e faunos!

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O homem da casa  .    .    .    . 


“Quem manda lá em casa sou eu” – diz o viril e intimorato Lalo Arias. – “Sim, cambada de 
manés, que comigo é tudo a ferro e fogo: passo a roupa toda que eu mesmo lavo e ainda mando brasa no forno e fogão. Pobrezinha da minha patroa, ela até que se esforça pra apitar de vez em quando. Mas não apita nem com nosso cachorro, o pastor belga Feliciano Crivella, que pilota 
como ninguém a vassoura, o esfregão e o espanador.”


                      Blog do Lalo: lalo arias/poesia    

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The Flash of Belzonte .    .    .    . 



Paulinho Saturnino sempre foi muito rápido (que o diga, entre suspiros de desconsolo, sua 
esposa Katinha). Aos 6 meses de idade, após superar mal e porcamente uma poliomielite, ele já disparava pelos quatro cantos da casa engatinhando de muletas. A glória nos esportes chegou cedo, aos 10 anos, quando foi lançado por amigos belzontinos do alto da Av. Afonso Pena, na contramão, amarrado a um carrinho de rolimã. Atualmente, andar de skate é o seu grande hobbie, mas profissionalmente ele atua num circo, no qual é conhecido como “Paulafita, o aleijado mais alto do mundo”, e zanza pelo picadeiro a mil por hora sobre longas muletas e pernas de pau.  

Blog do Paulinho: Rindo de nervosoainda     


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