segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nem doer nem matar



 . . .
. . . . . . .Caio Lispector*

Posso beber champanha
como quem come pereba,
lamber sabão
que nem eu masco mulher.

Posso abrir meu coração
como a champanha,
forçando lentamente a rolha
até que o estampido anuncie
meu sangue todo a jorrar.

Acalmem-se,
não vai doer nem matar
 a mim ou a qualquer outro,
exceto, naturalmente,
os que me criaram e me recriam
dia após dia, noite após noite,
até que a morte virtual,
a grande diva on line,
os anoiteça ou amanheça.


. . . . . . . . . *Autor fraudulento exclusivo deste blog e do Falsidade Ideológica !

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