segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um tema bem natalino

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. . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . Rap do Novo Messias


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .. . .  . . . Teopha

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vem comigo, vem comigo, bródi

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Cai dentro de leve

.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Vai fundo na révi

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vamo, vão comigo... grogue

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Grogue!... bem grogue, escroque!



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Tás quereno fogo? A brasa das maravias?

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vem que vem com esse véio novo messias

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .De Belém a Nazaré

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .De Marajó à Maré

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Do quequiqué ao quequiquererá

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Quequiqué?... quequiquererá?


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Águas passadas removem o moinho

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Liquidifica o bagaço teu, zé povinho

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Pra fazer Sangue de Boi... êê boi!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Pra fazer ong de boy... yéé boy!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Pra fazer rango de nois... é-é nois!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .É-é nois!... é-é nois!



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Aperta um, espreita dois, espeta três

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Desperta, zé, tua santa fé nos lobby

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Multipriquemo os peixe, por hobbie

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Cronano, escaneano, xererecano

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Pacus, pirarucus, piranhas

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Piranhas!... piranhas!



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sem essa aranha, sem essa... Aranha!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sem essa teia sedosa de armarinho

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .A minha coroa de espinho

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .É a amada Lena véia e farpada

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .E o meu calvário é a calvície

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Dos pecado trasantonte cabeludo

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sem cabelo, cabe tudo... cabe tudo

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Bota tudo!... Toma tudo!



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vem comigo, vem comigo, broto

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vai fundo, qualé?

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .De frente ou de ré

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Vamo, vão comigo morto

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Morto!... bem morto, escroto!



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Deus ajuda, sempre ajuda

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .A quem cedo vira Judas.



 . . . . . . . . . Postado originalmente no blog Poesia: Falsidade Ideológica



domingo, 2 de dezembro de 2012

Deus

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Surreal
Neva, neva muito. Iluminada pela nevasca, a paisagem fica tão surreal que até me pergunto: “É quase verão, mesmo?... Ainda moro aqui no Rio?”

O fio das horas
Não usa relógio nem celular, não entende o que dizem os relógios públicos. Sorte que tem na memória um cordão com toda a numeração do tempo.

Tentação
Da próxima, que venha ele mesmo entregar a encomenda. Ou não, que ainda não decidi se vou continuar resistindo à sedução feroz de sua filha.

Espetáculo
Ela não queria vingança, só uma retratação. Mas ele demorou tanto, deixando-a séculos ali na calçada a aturar o inferno da chuva e do trânsito, que quando a moto passava, bem rente ao meio fio, em vez de chamá-lo ela só fez esticar a sombrinha e propiciar-lhe uma espetacular capotagem.

.O chapéu
Saiu há pouco, largando o chapéu aqui em casa. Ele não é nada sem o chapéu. Tanto que liguei-lhe e a gravação informou:. número inexistente.

Inoportuno
Não tomo banho nem faço a barba há três dias, trajo apenas um par de meias furadas e a minha cueca mais surrada. Isso lá era hora de morrer?
O túnel
Ela foi um clarão tão intenso na minha vida que me proporcionou ver, quando se foi, um túnel no fim da luz.

Suspeita
Suspeito que meu espelho só exista quando o encaro. Então tiro-o da parede para mirá-lo pelas costas. Ele continua existindo, eu é que não.
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 Deus
Um dia eu criei um deus, a minha cara cuspida e escarrada. Não prestou, não. Opinião minha, não de seus milhões de devotos. 



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cópia viva

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.. . . . . . . Ver-te, tocar tua mão,
.. . . . . . ..trocar os dois beijinhos
. . . . . . . da praxe entre conhecidos
. . . . . . . levaram-me a procurar
. . . . . . . esta fotografia tua
. . . . . . . dos dias no Paraíso.

. . . . . . . Nela tu não estás
. . . . . . . tão bela como agora,
. . . . . . . mas, .ao .contato dos meus
. . . . . . . dedos e olhar carentes,
. . . . . . . és muito mais real
. . . . . . . do que em carne e osso,
. . . . . . . hoje e para sempre.

. . . . . . . Fevereiro, 1987

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Em tempo

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Sem querer tomar o seu precioso tempo, querido leitor
informo apenas que estou, faz tempo, dando um tempo.

Elza Magna.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Que máquinas!

.  .  .  .  .  .  .  .  .  .   .  .  .  .  .  .  .  .  .  .    .  .  .  . . . ..... .   .  .Teopha

.  .  .  .Para Lina Mendes, Suzana Guimarães, Tânia Contreiras, Lelena Camargo e Dea De Godoy Neto

Sou doido por elas. .  .  .    .  . 
Sou doido .  .  .    .  . 
varrido por elas. .  .  .    .  . 

Bem que muito já tentei montá-las, .  .  .    .  . 
pilotá-las vida afora. .  .  .    .  . 
Mas me falta equilíbrio, habilidade, .  .  .    .  . 
alma de macho dominante: .  .  .    .  . 
sempre derrapo, saio da pista .  .  .    .  . 
e me estabaco fragorosamente! .  .  .    .  . 

Mas sou doido por elas, .  .  .    .  . 
doido varrido .  .  .    .  . 
pelo tanto que elas mesmas .  .  .    .  . 
me endoidam a vassouradas .  .  .    .  . 
de suas curvas cheias... cheinhas .  .  .    .  . 
de perfeitas imperfeições .  .  .    .  . 
físicas e mentais –– .  .  .    .  . 
esse seu mais que perfeito design .  .  .    .  . 
de deusas criadoras .  .  .    .  . 
de mim e da minha doidice .  .  .    .  . 
varrida ontem, hoje e amanhãs... .  .  .    .  . 
Eternidade afora. .  .  .    .  . 


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amor em gotas

. . . . .REPUBLICANDO...

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Anga Mazle . . .. .
 
Uma união estável. Ele: “Não chega a ser uma prisão.” Ela: “No máximo, um zoo.”
Dos nossos pontos em comum, relevantes eram só os das cicatrizes.
– Ela só sabe gritar comigo, dizem os vizinhos. Quanto a mim, bendita surdez.
– Ele só quer o que eu nunca tive ou o que já me levou.
Não transavam nem dormiam sem antes apagar todas as estrelas. Para isso, não poupavam baixezas.


Era o casal e seus fantasmas. No começo. Depois, eram só os fantasmas.
Dava para levarem bem o casamento. Ele era um saco. Ela, uma mala.
Tinha tanto homem na festa que ele, até lhe liberarem sua esposa, deu para uns dez.
Ele a comia como a uma uva. Hoje, passa.
A cada sapo que ela engole, ele vira um príncipe.



Ótimos de cama. Transam todas as noites em sonho.
Um homem tão dedicado que até pulga pro cão da esposa passava.
Uma mulher tão fiel que nunca traiu seus amantes com o marido.
A surra, ela perdoaria. O beijo depois, jamais.
Era um amor tão infantil que, no 69, um chupava o dedão do pé do outro.


. . . . . ... . . ... .Imagem 1: http://thehottestshit.blogspot.com/
. . . . . ... . . ..Imagem 3: www.robertoferri.net/gallery

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um e um são três

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Teopha.*
todo casal que se preza,
em salutar fornicação,. .
é um triângulo amoroso: .

um macho, uma fêmea
e o pênis /.ereto./     .
artigo indefinidamente definido.
comum de dois gêneros. .

(d) .o. falo. não. (es) .capa
nem a cópula sapatã. .

o pau .!.pimpão.! .come solto
até em coito de eunucos. .
 . 
*.com ph  de phodão!...
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