quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O time de mulheres que eu descarto

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Teophanio Lambroso . . .

1 A mulher que não fala. Antes da que fala demais. Mas depois da que fala, moderadamente, só frivolidades e mentiras.

(Eu sei, eu sei: há mulheres que fazem as três coisas. Algumas, até ao mesmo tempo! Mas aqui só estou tratando do descarte de mulheres que, no máximo, sofrem de pequenas patologias insuportáveis. Quanto a tais malabaristas psicopatas, quero mais é que o diabo as carregue pro inferno dos manicômios, dos desertos ou do Cirque du Soleil.)

2 A que acredita que só existe uma maneira de fazer ou de arrumar todas as coisas da casa: a dela. Ou, pior: a da mãe dela!

3 A que consegue entender o que é o impedimento no futebol. É a mais perigosa de todas, capaz das maiores atrocidades. Como, por exemplo, convencer o infeliz apaixonado por ela de que o futebol americano é bem mais simples e interessante que o nosso.

4 A que não sabe abrir um vidro de geléia, trocar uma lâmpada, tirar um parafuso – e, no entanto, sempre se mete a fazê-lo, apertando ainda mais a rosca. A essa não adianta tentar explicar que tudo que é rosqueado abre no sentido anti-horário, porque ela tem uma rosca mental apertadíssima. Sem nenhum e em todos os sentidos!

5 A que interrompe as preliminares – e às vezes a própria transa! – para perguntar: “Você me ama?”

(Se ela perguntar só uma vez, eu finjo que não ouvi, tento concluir a missão e depois a dispenso elegantemente. Se perguntar uma segunda vez, eu imediatamente procuro o pino de ar, esvazio-a, enrolo e envio por sedex pro meu pior desafeto!)

6 A que estica aqui, remenda ali, estofa acolá... plantando por todo o corpo silicone, botox, tatuagens, piercings, unhas postiças, lentes de contato coloridas, tubos e conexões Tigre... dentre outras agressões ecológicas cujo único sentido é comprovar aquilo que todo mundo já sabe: que ela tem mais lixo não reciclável na alma que miolo na cabeça.

7 A que na hora de botar o filhinho para fazer pipi, arria-lhe o calção. Ora, caríssima mamãe... basta tirar o piupiu do menino por uma das pernas do calção.

(Atenção, louras genuínas: não tentem fazer isso com a pepeca da filhota!)

8 A que passa a semana inteira tendo uma dor de cabeça que começa, pontualmente, na hora em que você manifesta desejo de transar e, quando chega o fim de semana, vem lhe comunicar, justo quando você está, por exemplo, sentado diante da tevê aguardando a cobrança de um pênalti a favor do seu time: “Ben-nhê... tô com um tesão...”

9 A que não consegue perceber que o pênis não é um brinquedinho dela – nem do homem! – mas tão-somente o único instrumento carnal de uso comum durante a relação sexual.

10 Qualquer uma das bilhões de insensatas em todo mundo que até hoje não manifestaram o interesse – natural e saudável – de me conhecer.

11 Todas – TODAS! – as que têm o pior defeito que uma mulher pode ter: não gostar do Teopha!

Imagem extraída do blog The hottest shit

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Peças íntimas

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Elza Magna . . . , .

Querer

– O problema, amor, é que eu não sei bem o que eu quero.

– Escolha uma opção qualquer, querida, e vai fundo.

– Como, se nem sei quais são as opções?

– Então não há nada a fazer. Problema resolvido.

– Resolvido, merda nenhuma. Seja lá o que for que eu queira, eu quero, quero muito e quero agora!

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Escuridão

– Espera, bem. Deixa eu apagar o abajur.

– Que isso? Você nunca teve essa frescura de transar de luz apagada.

– É que antes, eu...

– Você se fazia de desinibida pra me seduzir.

Antes, eu...

– Você não tinha tanta ruga e celulite.

Eu...

– Fala logo, porra!

– Eu não precisava sonhar que estava transando com o homem que eu amo.

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Promiscuidade

– Você não tem vontade de transar comigo e com outra mulher?

– Você quer dizer a três?

– Ou a quatro. A Dê e a Lica já me disseram que te acham um tesão.

– Ficou louca, amor? Eu, transando com você, sua prima e sua melhor amiga?

– O que que tem? Você acha elas sem graça?

– Não. Elas são bonitas e muito sensuais. Acontece que eu não preciso de mulher nenhuma além de você.

Sei que não. Mas é uma vezinha, só para quebrar a rotina.

– Não dá, não. Já tive essa fantasia na adolescência. Mas hoje...

– Teve?

– Tive. Todo homem tem.

– Tem?

Acho que sim. É uma coisa natural.

– Natural, né?... Suma da minha vida, já, seu cínico, tarado, promíscuo!

. . . . . . . . . . . . . . .. * * *. . . ... . . * * *. . . .. . . . * * *

. . . . . . . . .... . . Imagem extraída do blog Cavalo Crazy

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Forró sertanejo explode em três cidades

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Fortaleza, São Paulo e Ribeirão Preto já foram sacudidas pela música vitaminada – com pinga gel do interior paulista e caju-açu (maior que jaca) do litoral cearense – de Simarães e Zá Candão, a primeira dupla de forró sertanejo do mundo. A próxima cidade a ser brindada com essa explosão musical será Brasília, que receberá o show no próximo dia 15, às 20 horas, no Teatro dos Bancários. Salomão di Pádua, nosso correspondente na capital federal, informa que já foram devidamente reforçadas as estruturas das torres gêmeas do Congresso Nacional.
Para vocês terem uma idéia da loucura que têm sido os shows da dupla, comparem a imagem que ilustra a postagem anterior (feita antes da estréia em Fortaleza) com esta acima, que fiz após o segundo show lá, durante um “luau estrelado” que rolou em Canoa Quebrada. Estava todo mundo na festa, exceto a Dilma, que incumbiu o Lula de representá-la. Na terceira ou décima primeira caipirinha gel de caju-açu, eu já estava tirando coqueiro pra dançar. Já o Lula, convidado por minha bela e licorosa amiga cearense Gislene Vasconcelos pra trocar umas umbigadas num forró pé de serra, esquivou-se abruptamente, quase caindo de bêbado falésias abaixo: “Tô fora, companheira Gi. Mas se for um forró pé, joelho ou até mesmo cotovelo de Dilma...”
O grande sucesso da turnê de Cândidos, o CD em que a cantora e compositora paulista Simarães (ou Simone Guimarães, para os politicamente corretos) homenageia o também cantor e compositor, mas cearense, Zá Candão (Isaac Cândido), tem sido a versão em português do hit “Complexo do Alemão”. Infelizmente, o disco já estava pronto quando Teophanio Lambroso e eu compusemos, especialmente para a dupla, essa maracatira (mistura rítmica do maracatu pernambucano com a catira do interior paulista), cuja letra reproduzo a seguir.
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comprexo do Brasileiro
.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . .. . . .. . . . (Zamagna e Lambroso)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Esquece, véi, esse rap
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lambuzado de mentira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tira o quépi
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . ‘Bora caí na catira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chama as cachorra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pru nosso maracatu
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Vai que um de nós morra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tá logo ali o Caju*
.. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . * (cemitério carioca, perto do Complexo do Alemão)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Os hômi tomaro o Comprexo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cum tanque metranca e bazuca
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . E a crasse média caduca
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gozô o que num goza no sexo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Se morresse muito inocente
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tava bão, que a ’tenção valia
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . No Cruzeiro perdi três parente
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que beleza, né?, mixaria
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ficaro mais coberto de umbigo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que peneira de farinha de trigo
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . A pátria amada de chuteira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Bateu um bolão à bala
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Força da Fé na cartucheira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fazeno o milagre que cala
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . A boca dos pessimista, véi
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Circão pra lá de bem armado
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mais chique que Cirque du Soleil
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . E adereço de cabra corneado
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Inferno no quintar do vizinho
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . É fógui pintano o céu de anjinhos
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Espanta, véi, esse rap
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lambuzado de mentira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tira o quépi
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . ‘Bora caí na catira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chama as cachorra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pru nosso maracatu
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Vai que muito nego morra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sobra mais jabá cum chuchu
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . E os traficante se danaro
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Indo em cana ou pelo esgoto
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mas inté nem saiu caro
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que sobra é buraco maroto
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Nas mil favelas carioca
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . E o tráfico é que nem fábrica
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saiu um, tem dez pra troca
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Só tuma vacina anti-rábica
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quem cão mordeu ou odeia bunda
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Água que não farta... inunda
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quem quisé resorvê a querela
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Anote aí simpatia que não faia
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Parem logo de criá tanta favela
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Deixem o povo em paz no campo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Onde todo hômi e muié trabaia
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Se tirá de lá as Nestrê e Monsanto
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que ocupa e envenena toda as terra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prantano pra cevá bicho e tumor
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . De braço com o demo que nunca erra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . O arvo... seu borso cheio, dotô
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exprode, véi, esse rap
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lambuzado de mentira,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tira o quépi
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . ‘Bora caí na catira
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chama as cachorra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pru nosso maracatu
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . E caso nós tudo morra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Vamo junto tumá no... Caju
. . . . ... . . ¬ ¬ ¬. . ¬ ¬ ¬ ¬ ¬. . ¬ ¬ ¬. . ¬ ¬ ¬ ¬ ¬. . ¬ ¬ ¬
A ilustração é uma intervenção sobre a obra Portrait Robo, de Mozart-Arman.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Forró serjanejo


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Não percam, ainda hoje aqui no desinformação seletiva, tudo sobre a estréia de Simarães & Zá Candão, a primeira dupla de forró sertanejo do mundo. Eles cantarão no show a tão esperada Complexo do Brasileiro, versão em português do explosivo sucesso Complexo do Alemão!