segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Enquanto outras Marilyns não vêm

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Na passagem de mais um 5 de agosto, o aziago dia em que Marilyn Monroe se foi, nós fizemos a postagem 48 anos sem Marilyn. Nela, prometemos quatro novas postagens sobre MM, que pretendíamos ilustrar com um total de mais de 80 imagens ---....algumas raras e quatro inéditas! Acontece que pifou o HD do computador em que estava a maioria do material que selecionamos. E, como somos idiotas de alta categoria, não tínhamos backup de quase nada. Assim, lá fomos nós baixar e preparar de novo cerca de 70 imagens.

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Até o final desta semana, no entanto, faremos pelo menos uma das postagens, com cerca de 25 imagens. Não percam!

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Enquanto isso, deixamos aqui esta foto, na nossa opinião a mais bela e intrigante imagem de Marilyn. Clique na foto para ampliá-la e atente para a misteriosa ambigüidade da expressão: Marilyn parece estar sorrindo tanto com a boca quanto com os olhos. Porém, se cobrirmos a boca, o olhar deixa de ser risonho; e se, ao contrário, cobrirmos os olhos, apaga-se o sorriso dos lábios.

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--- .O que estaria ela pensando ou sentindo naquele instante? --- .pergunta um dos mais apaixonados devotos da endiabrada Deusa, nosso parceiro de blog Teophanio Lambroso.

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E ele mesmo responde, babando de prazer egoísta e sádico:

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--- .Eu sei, eu sei!... Mas jamais revelarei esse segredo que é só meu e dela!!!

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Fonte da imagem: Encontramos esta foto em alguns blogs e sites, mas a boa cópia que utilizamos foi extraída de um arquivo em Power Point que circula pela rede há alguns anos. Infelizmente, não temos o nome de quem o editou, nem mesmo sabemos se a edição era assinada.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Altíssimos

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . .. . . . . . . . Para Lily & Suzana

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Eras tão grande, tão grande

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que todo o meu imenso amor cabia,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Livre e saltitante, aos pés desnudos

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . De teu pequenino corpo

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Solar,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Centro de minucioso universo de cores

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E brilhos femininos,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A atrair-me e lançar-me em órbita

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Majestosa, jupteriana – a mim,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Justo a mim, indistinto grão

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . De tua cósmica poeira.

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Então, Cinderela, achaste

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Aqueles antigos sapatos...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Os tais que em boa hora perderas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E os malditos, altíssimos

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Como deuses,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Te recriaram, em barro borrado,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quase do meu tamanhão

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Físico, cavalgaduramente físico,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Porém nada, nadinha

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comparável à densa infinidade

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . De estrelas, cometas e luas

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Que agora se faziam, em debandada,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gélidos, sorumbáticos

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Batráquios... alados

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por tua frívola arrogância de somar

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Uma pitadinha ou duas, talvez três

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . De centímetros de não ser.

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Imagem: um pé de sapato da Gaby – http://coisasdemulher.blogspot.com –, dois do blog http://não-sei-que-lá-em-grego e, como os demais, totalmente perdidos de suas donas no limbo da minha desorganização. (Quem se sentir descalça de um desses pés de sapatos, por favor, grite que eu dou o crédito!)


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A melhor notícia da semana na blogosfera!

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A última da blogosfera é pra soltar foguetes e brindar com uma boa pinga mineira!

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Exatamente um ano depois de interromper as postagens no seu o biscoito fino e a massa, Idelber Avelar reativa este que é um dos melhores blogs da rede. Professor de literatura, com uma cultura sólida e diversificada, Idelber, como bom mineiro que é, escreve sem qualquer ranço acadêmico, com a simplicidade, o ritmo e o colorido de quem, acocorado à beira do fogão a lenha, bate um papo com um velho amigo.

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Quem ainda não conhece o biscoito, corra lá no http://www.idelberavelar.com

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E se o mestre por acaso não der conta de satisfazer toda a sua curiosidade, neste momento em que talvez ainda esteja “readquirindo o ritmo de jogo”, mergulhe no vasto e rico acervo desse blog inaugurado em 2004.

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Evoé, mestre Idelberg!

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Office, sweet Office

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Sei que todos vocês, leitores, estão com a atenção voltada para o formoso cão que passa em primeiro plano na foto acima. Mas, com algum esforço d'olhos, talvez seja possível notar que, como pano de fundo desta enternecedora cena, há um escritório – e repleto de trabalhadores concentrados em sua árdua tarefa de observar os fatos corriqueiros da vida pelo prisma de um copo atrás do outro atrás do outro atrás do outro...

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É um lugar simples, sem ar condicionado, chope, quitutes exóticos e outros luxos comuns em boa parte dos locais de trabalho do Rio de Janeiro. É nele – ou nela, porque chama-se Adega da Praça – que exerço as minhas múltiplas atividades profissionais quando não estou aqui, em frente ao computador, brincando de escrever para levar à falência os meus clientes, ou para encher a paciência de vocês. Nessa farra doméstica, entretanto, tenho de aturar a paisagem que invade o tempo todo a minha varanda: a da belíssima e escultural, porém frígida, Lagoa Rodrigo de Freitas.

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A praça, no caso, é a São Salvador, situada no bairro que leva o inapropriado nome de Flamengo, malgrado meu patriótico empenho em convencer diversos políticos cariocas a apresentar um projeto de lei que vise a livrar a população local do peso karmático de tal nome de baixo calão, estabelecendo a anexação de toda a área ao vizinho e GLORIOSO bairro de Botafogo. Aliás, a praça fica pertinho do campo minado ­– por unhadas, gritinhos e paetês – do Fluminense. O que só reforça a necessidade ­urgente de mudar-se, além do nome do bairro para Botafogo, também a localização do referido campo, uma vez que a área apresenta uma altíssima concentração de botafoguenses. E somos gente estranha, meio louca, meio anti-social, sempre insensível à manifestação de carência dos tricolores, toda hora nos pedindo colinho.

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Bem, falei que falei e pouco falei do meu escritório. Me perdoem. É que não falo de trabalho fora dele. Não que não goste, mas sofro de amnésia quando não estou trabalhando. Até tentei trabalhar um pouco ainda agora, pra ver se me lembrava de algumas aventuras profissionais lá pela praça, mas falta-me material de trabalho adequado em casa. A única bebida alcoólica que me resta aqui é uma garrafinha de álcool em gel. Restava, digo, pois acabei de tomá-la inteira. A colheradas. E nem assim me lembro de nada. Não é que a papinha de álcool deixou-me com memória de bebê?

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Gugu-dadá a todos!

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Fonte da imagem: Tire as mão do meu pé sujo (http://meupesujo.blogspot.com), blog cuja redação funciona (até cair) numa das escrivaninhas da Adega da Praça.

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

48 anos sem Marilyn


.Teophanio Lambroso .
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. . . . . .No dia 5 de agosto de 1962, aos 9 anos de idade, fiquei viúvo pela primeira e única vez nesta minha minha vida sempre repleta de mulheres que me querem, voraz e desvairadamente. Ou seja: pegam-me sem mais nem menos, com volúpia quase antropofágica, me arrastam para suas casas, fazem de mim gato e sapato e, sem menos nem mais, botam-me porta, janela ou basculante afora!

. . . . . . Por isso nunca mais me casei: bastou-me aquele matrimônio celebrado por mim mesmo, sem autorização e conhecimento de ninguém – nem mesmo da própria noiva, a angelical e diabólica Marilyn Monroe.

. . . . . . Aqui eu deveria estar postando um belo artigo, que há dias eu vinha preparando com muito carinho, para homenagear a deusa. Entreguei-o ontem ao Tuca para que fosse postado junto com a foto acima, que ele prometeu photoshopear da forma que eu recomendara. Qual! Primeiro, não preparou a imagem adequadamente – tirando um braço pra fora da foto, e não, como eu pedira, os seios pra fora da blusa! Segundo, só fez a postagem à meia-noite, já portanto no dia seguinte à data magna, embora eu tenha lhe remetido o texto com suficiente antecedência – mais precisamente às 11h58m.

. . . . . . Em resumo, tive de mudar totalmente o planejado. Com esta foto que aí está, não caberia postar um texto que começa assim:

. . . . . . “Estes seios erigidos para a maternidade pelo cinzel lingual do imaginário de meninos de 9 anos de todas as idades; estes seios de mãe impúbere, bem mais jovem que muitos dos seus milhões de filhos; estes impávidos colossos babujados por olhos nunca dantes aleitados...”

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. . . . . . Plano B Bem, agora só me resta aderir ao plano B, bolado por esses três pacóvios com os quais tolerantemente divido este espaço virtual. O Tuca, a Elza e a Anga estão terminando de selecionar algumas dezenas de fotos da Marilyn que ilustrarão postagens de cada um de nós. Tem imagens extraordinárias, algumas raras, e pelo menos quatro INÉDITAS!

. . . . . . As quatro postagens entrarão nos próximos dias, até no máximo o próximo dia 12. Não percam!

. . . . . . Abaixo, detalhes de cinco imagens já selecionadas (clique pra ampliar). O desenho “Garota de Ipanema”, de Rachel Braga, é inédito em blogs, e só foi publicado na parede de casas de amigos dela!



. . . Obs.: As fontes dessas imagens serão informadas nas postagens subseqüentes sobre a Marilyn, quando todas elas estarão em seu formato original.

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Antes, logo após

. . . . . . Como eu trouxe para cá essas fotos da Marilyn que o Tuca já havia encaixado no rascunho da postagem anterior, não quis fazer desfeita com o pacóvio e meti lá uma postagenzinha sobre a Carmen Miranda, que também fez aniversário de cemitério ontem. Dêem uma olhadela. O texto é uma bela porcaria, mas gastei uma nota preta no quitandeiro comprando todos os ingredientes que precisei fotografar para compor a ilustração..