sexta-feira, 6 de agosto de 2010

48 anos sem Marilyn


.Teophanio Lambroso .
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. . . . . .No dia 5 de agosto de 1962, aos 9 anos de idade, fiquei viúvo pela primeira e única vez nesta minha minha vida sempre repleta de mulheres que me querem, voraz e desvairadamente. Ou seja: pegam-me sem mais nem menos, com volúpia quase antropofágica, me arrastam para suas casas, fazem de mim gato e sapato e, sem menos nem mais, botam-me porta, janela ou basculante afora!

. . . . . . Por isso nunca mais me casei: bastou-me aquele matrimônio celebrado por mim mesmo, sem autorização e conhecimento de ninguém – nem mesmo da própria noiva, a angelical e diabólica Marilyn Monroe.

. . . . . . Aqui eu deveria estar postando um belo artigo, que há dias eu vinha preparando com muito carinho, para homenagear a deusa. Entreguei-o ontem ao Tuca para que fosse postado junto com a foto acima, que ele prometeu photoshopear da forma que eu recomendara. Qual! Primeiro, não preparou a imagem adequadamente – tirando um braço pra fora da foto, e não, como eu pedira, os seios pra fora da blusa! Segundo, só fez a postagem à meia-noite, já portanto no dia seguinte à data magna, embora eu tenha lhe remetido o texto com suficiente antecedência – mais precisamente às 11h58m.

. . . . . . Em resumo, tive de mudar totalmente o planejado. Com esta foto que aí está, não caberia postar um texto que começa assim:

. . . . . . “Estes seios erigidos para a maternidade pelo cinzel lingual do imaginário de meninos de 9 anos de todas as idades; estes seios de mãe impúbere, bem mais jovem que muitos dos seus milhões de filhos; estes impávidos colossos babujados por olhos nunca dantes aleitados...”

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. . . . . . Plano B Bem, agora só me resta aderir ao plano B, bolado por esses três pacóvios com os quais tolerantemente divido este espaço virtual. O Tuca, a Elza e a Anga estão terminando de selecionar algumas dezenas de fotos da Marilyn que ilustrarão postagens de cada um de nós. Tem imagens extraordinárias, algumas raras, e pelo menos quatro INÉDITAS!

. . . . . . As quatro postagens entrarão nos próximos dias, até no máximo o próximo dia 12. Não percam!

. . . . . . Abaixo, detalhes de cinco imagens já selecionadas (clique pra ampliar). O desenho “Garota de Ipanema”, de Rachel Braga, é inédito em blogs, e só foi publicado na parede de casas de amigos dela!



. . . Obs.: As fontes dessas imagens serão informadas nas postagens subseqüentes sobre a Marilyn, quando todas elas estarão em seu formato original.

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Antes, logo após

. . . . . . Como eu trouxe para cá essas fotos da Marilyn que o Tuca já havia encaixado no rascunho da postagem anterior, não quis fazer desfeita com o pacóvio e meti lá uma postagenzinha sobre a Carmen Miranda, que também fez aniversário de cemitério ontem. Dêem uma olhadela. O texto é uma bela porcaria, mas gastei uma nota preta no quitandeiro comprando todos os ingredientes que precisei fotografar para compor a ilustração..

55 anos sem Carmen

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.. . Teophanio Lambroso ..

. . . Quando a cantora e atriz Carmen Miranda morreu, em 5 de agosto de 1955, eu só tinha 2 anos de vida canalha. Já falava besteira como hoje, embora gaguejando e babando muito, e fazia minhas necessidades sem ajuda de ninguém, sempre pernas abaixo ou sofás adentro. Pouco entendia de mulheres (hoje, entendo menos), mas desconfiava que dois melões e uma melancia eram suficientes para compor uma "salada de frutas" pra homem nenhum botar defeito. De modo que nunca apreciei muito o esforço que a Pequena Notável despendia para cantar e chacoalhar sua salada de frutas equilibrando na cabeça abacaxis, pencas de bananas, abacates, jacas etc.

. . . Claro que Carmen era uma boa cantora e uma mulher bonita e carismática. Mas seus trabalhos no cinema não me atraem nem um pouco, e por tudo que já li sobre ela – e vi, na TV e em exposições – parece que o grande fascínio que despertou e ainda desperta em muitos brasileiros deve-se ao fato de ter “estourado no norte”. Uma legítima VENCEDORA ... com selo, carimbo e estampilha da sociedade “de resultado” norte-americana, que impôs, internamente e depois além-fronteiras, como indicadores básicos de sucesso pessoal a fama (a alto preço, se necessário for) e a riqueza (a qualquer preço, porque pobre tem mais é que morrer).

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Fonte das imagens:

– Arquivo hollywoodiano de uma mocréia cujo nome só informarei depois que devolver as fotos que surrupiei-lhe para escanear.

– Quitanda do seu Manuel (Pomar das Frutas)

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Receita para o Grande Amor

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Ingrediantes

Um homem (ou uma mulher) bem apetitoso(a) e vivo(a);

Um paralelepípedo;

Uma caixa de cotonetes usados;

½ tonelada de brisa marinha tropical;

Uma manada de piolhos gigantes de Bornéu;

Três xícaras de advérbios em idioma no qual soem como xingamentos;

Pontos de exclamação, a gosto.

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Preparo

Envolva o homem (ou mulher) bem apetitoso(a) e ainda vivo(a) numa conversa bem mole. Ponha-o(a) para descansar por 7 ou 13 segundos. Então encare-o(a) com dois olhos bem quentes e incisivos, de maneira que o seu olhar despenque dos olhos dele(a) para dentro. Quando o seu olhar estatelar-se no fundo do homem (ou mulher) bem apetitoso(a) e ainda vivo(a), espere três minutos e – aleluia! – polvilhe toda a brisa marinha tropical e pontos de exclamação no GRANDE AMOR que já estará brotado e vicejante. !.!.!

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Obs.: Se o GRANDE AMOR não brotar vicejante em três minutos, não se preocupe. Isso significa apenas que o homem (ou mulher) bem apetitoso(a) e vivo(a) não estava realmente vivo(a) ou... era falso(a)! Em ambos os casos, jogue o paralelepípedo, os cotonetes usados, a manada de piolhos gigantes e os advérbios de baixo calão na cara do(a) desgraçado(a).!.!.!

E tenha melhor sorte na próxima tentativa, amiga(o)!

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Unidos para sempre


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UNIDOS --- atracados, fundidos, simbiotizados... --- .PARA SEMPRE

... ATÉ QUE A BENDITA MORTE OS APARTE! .

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Fonte da imagem:. http://constantinbutuc...blogspot...com

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pela rua dourada

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Venho voltando da casa de minha madrinha que acaba de falecer. Voltando da casa de minha madrinha pela rua dourada de casas antigas, trajeto que sempre fiz esses anos todos, mesmo depois que, aos 12 anos, deixei de morar com ela. Da casa de minha madrinha só me resta um tesouro: os olhos daquele garoto que morava numa das casas douradas desta rua. De minha madrinha, agora só me lembro da doçura com que me disse “é um bom menino, estudioso, de família muito trabalhadora, mas ainda é muito cedo para vocês, não é não, querida?” Cedo era, mas nem por isso apagou-se a lembrança do coração disparando todas as tantas vezes em que, indo ou vindo por esta rua, meus olhos tropeçaram nos dele, fixos em mim, iluminando-lhe o rosto emoldurado pela janela de sua casa dourada. Muito tarde para lembrar, mas não esqueço nem a tola cumplicidade da nossa timidez, seus olhos a escorrerem juntos com os meus até o chão da rua, bem ali adiante, onde ainda está a casa dourada em que ele morava. Ao passar em frente a ela, sou fisgada pelos mesmos olhos que me seguiram esses anos todos. Meu coração dispara enquanto, pela primeira vez, nossos olhos se mantêm interligados, sem escorrerem até o chão da rua. Mas os dele não me reconhecem, e os meus também não reconhecem o dono deles. Pouco importa. Venho voltando da casa de minha madrinha pela rua dourada de casas antigas, tão dourada como no tempo em que a vida morava aqui.

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Fonte da imagem:.http://daijoji.blogspot.com

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fumar faz bem a quem assim o crê

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O Ministério da Saúde Cidadã adverte:

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Neste blog é permitido --- .e até elogiável --- .fumar cigarro, cachimbo, charuto, cigarro de palha e o que mais der na telha de seus editores e leitores acender e aspirar para aquecer e alegrar, aporrinhar ou destruir os pulmões e demais componentes do organismo de sua exclusiva e intransferível propriedade.

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Consideramos fascistas certas leis que vigoram há algum tempo em diversos rincões do Brasil, por não permitirem sequer a existência de bares, restaurantes e outros locais fechados reservados aos fumantes. Desde que não fira os interesses de outrem, todo cidadão tem o direito de fazer o que bem quer da sua vida, inclusive fumar antes, durante e depois de dormir, trabalhar, beber, comer, tomar banho, praticar esportes, foder etc.


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Anta cibernética --- .Aos que se autodenominam fumantes passivos recomendamos que mantenham-se trancafiados na sua passividade, ou tornem-se ativos, mas não na abnegada e insolente missão de nos abarrotar as orelhas e o saco com lamúrias, reprimendas e palavrões, e sim tão-somente no uso das máscaras anti-gases que cordialmente disponibilizamos. A utilização desse equipamento esdrúxulo, frisamos, é opcional. Os passivos que não quiserem se expor ao ridículo de andar por aqui com cara de anta cibernética têm todo o direito de:

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. . . . ..1) Respirar a nossa fumaceira de bico calado;

. . . . ..2) Parar de respirar;

. . . . ..3) Ir à puta que pariu.

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sábado, 24 de julho de 2010

A volta do Motoperpétuopétuop

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Este foi o primeiro dos 137,06 artigos postados aqui da série A Onisciência ao Alcance de Todos, obra mínima porém máxima de um dos 23 mais geniais escritores, artistas plásticos, overloquistas e plantadores de boatos da família Braga de Cachoeiro do Itapemirim (ES); ninguém menos, talvez mais que o



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prof. Edson Rocha Braga



O Motoperpétuopétuop

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O Motoperpétuopétuop foi inventado em 1942 em Barcelona, por Abdelkader

Ofkir, refugiado marroquino de apenas 67 anos.

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O engenho conjugava:

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---.. . oito sistemas de roldanas fixas e três móveis;

---.. . quatro alavancas e outros tantos pontos de apoio;

---.. . dezoito molas espiraladas;

---.. . uma bomba hidráulica; .

---.. . um par de elásticos;

---.. . seis rodas dentadas;

---.. . e uma manivela.

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Girada esta, o aparelho acrescentava meio erg ao impulso inicial. Daí para a

frente, ia sempre num crescendo.

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Três anos mais tarde, Abdelkader foi preso em Marrakesh por tráfego de

fluência, estando até hoje desaparecido.

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Quanto ao Motoperpétuooooo, continua passando de mãos em mãos, na

clandestinidade, a uma velocidade crescente e já beirando a da luz.

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