. . . . .É música o que o teu corpo toca em mim... Não, não. É só o meu coração que . . . . .assovia, à penumbra da memória, a melodia que esqueceste em mim.
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. . . . . . ..Tudo de algum valor que ela lhe deu, ele guarda bem guardado. E há muito, . . . . . . .muito tempo... muito antes de calhar de conhecê-la.
........A música encarnou, e fez voar do piano acordes que foram tomando todo......... o ambiente, até emoldurar-lhe a alma já desabrochada em flor da pele.
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Acordei. À minha direita, uma loura celestial; à esquerda, uma morena infernal; e em mim, só o cansaço. É o sétimo dia, pensei ---.e tratei de voltar a dormir.
. . . . . . . . . .O carismático Sebastián “El Loco” Abreu, ao lado de seus companheiros da Seleção do Uruguai, mostrou na África do Sul o que é o verdadeiro futebol sul-americano. O 4º lugar conquistado ---. com técnica e muita garra ---. vale como título de campeão para essa seleção que nas eliminatórias sul-americanas ficara apenas na 5ª colocação.
. . . . . . . . . .Para comemorar a conquista, exibo o vídeo do gol de pênalti marcado por Abreu que garantiu ao Botafogo o título de Campeão Carioca deste ano. Foi feito com a mesma frieza e categoria que ele mostrou no gol que deu ao Uruguai a classificação para as semifinais, no jogo contra Gana.
. . . . . . . . . .A essa altura, esse gol tem um sabor ainda mais especial, porque El Loco o fez contra o goleiro Bruno, o psicopata que mandou trucidar a mãe de seu próprio filho. Veja abaixo a humilhação do facínora ---. e a glória do herói!
--- .Lembras? Jules et Jim na tela, e nós num beijo perfeito...
---.Até flagramos a mão do vizinho de poltrona que supunha seres uma mulher para dois.
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Nota: Esta foto de Arthur Fellig (clique para ampliá-la) é uma dentre várias incluídas na mais recente postagem do extraordinário blog de Jessica Tremp, aqui.
O que sei ninguém sabe. Não sei o que ninguém sabe. Sabem o que não sei. Pensando melhor: o que cada um sabe sabe ninguém. Há um mundo lá fora. Ninguém sabe. Depois, há isso: ninguém. O que é ninguém? Quanta bobagem toma minhas horas infinitas de insônia!
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. . . . .. . O texto e a imagem acima foram extraídos de dois excelentes blogs. O texto, doDilema Paulistano, do poeta Antônio Rebouças Falcão; a imagem, do Hélio Jesuíno& Cia. Ltda., do artista plástico que “preside a empresa”.
. . . . .. . Eis mais trabalhos da dupla, também selecionados e juntados por mim, à revelia de ambos, que nem se conhecem:
Não quero me comunicar. Por quê? Ora, já me acomodei no silêncio e no devaneio. As pessoas não podem viver só? Quem disse? Entre estão e são, sou mais são. As pessoas nascem só. E são só. O que me acrescenta? Palavras... Narrativas... Ordenações... As suas não me interessam. As ordens são minhas no empurrar as pernas alternadamente. Caminhar. Locomover-me por ato de vontade, minha, única. Montaria pra quê?! À esquerda ou à direita, viro-me; pra frente ou pra trás, desloco-me. Sou o que faço. Sou quem faço. Intransigência? Não! Não espero que me acompanhe. Venha se quiser. Dizer que gostou é seu. Não subo em montaria, nem desço. O que há de andar, ande por sua e própria vontade. Olhar? Olho se quiser, não e fecho os olhos. Ouvir é mais difícil. Som entra, sem perguntar. Interrompê-lo implica perder braços e mãos; e, ainda assim, ouço. No sentido que quiser, a barbárie começa pelo ouvido, no grito. Burros gritam ou usam fones de ouvidos. Berros privados. Contra-silêncio. Por isso é duplo, para ser casado, dependente. Sou mais a sua boca calada. Dorme lá, tem cama e coberta. Sonhe seus sonhos, e não venha me contar no raso da manhã. Cale-se. Enforque-se no próprio espelho. Pense que você não precisaria ter acordado para que eu existisse. Faça silêncio sobre sua sombra opaca. Amanheça só e unicamente nos braços do sol. Só e unicamente. Sou nuvens. Tenho como companhia o vento; você, o vazio de seus ruídos. Quando adormeço, adormeço em franco escuro. Minha noite é sempre a última. Não cabe mais alguém.
. . . . . . . . .Como todo mundo sabe, sou apaixonado por motos e lambretas. Mas o que poucos sabem é que, por incrível que possa parecer, tudo começou com uma reles bicicleta. Reles mesmo: de segunda ou terceira mão, com freios quase inúteis e a roda dianteira empenada. E a marca era mais reles ainda: President ---.a mesma do colchão de molas que eu tinha! Fazer o quê? Era a que meu pai podia comprar.
. . . . . . . . .Ainda tenho a velha President, tão deformada e enferrujada que não vale nem um Vereador. Está guardada na garagem, mas ontem eu a tirei de lá para pegar sol. É que esse mês ela está fazendo 50 primaveras. Parabéns, velha amiguinha!
. . . . . . . . .Ah, sim, a moça aí da foto também aniversariou este mês. É a Marilyn Monroe, que estaria fazendo 84 anos se não tivesse morrido em 1962, aos 36 anos. Durou bem menos que a minha bicicleta, coitada.
. . . . . . . . .O pessoal aqui ---.Tuca, Elza e Anga ---.está preparando um material para homenageá-la (a Marilyn, não a minha bicicleta, infelizmente!). Parece que estão conseguindo um material bem bacaninha, com várias imagens raras ---.e algumas inéditas! Vou esperar eles concluírem a pesquisa e aí dou um jeito de surrupiar as fotos mais quentes pra fazer também uma postagem. Não percam!!!