terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Linguagem das Perobeiras

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Clique na estrela solitária para ampliar o texto! . ... . . . . . . . . . .
(Se você for Flamengo Vasco, favor clicar na seta mesmo!) . . . . . . . . . .
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

! ALBUFAS SAFUBLA !

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As FABULAS BUFALAS de . . .
Falasbu Bulafas Lafasbu . . .
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O eminente mascate absírio Lasufba Ab’Fusal, em suas andanças profissionais pelo Brasil, ouviu e anotou dezenas de fábulas que árabes ou descendentes de árabes iam lhe contando. Essas fábulas (ou fabulas, como dizem muitos deles, inclusive Ab’Fusal) são atribuídas a Falasbu Bulafas Lafasbu, um ordenhador de búfalas (ou bufalas) cuja origem e destino ninguém sabe precisar. Paira até uma dúvida: Falasbu teria de fato existido, ou seria, ele mesmo, personagem de sua mais fabulosa fabula?

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Bem, Ab’Fusal não entra nessa questão polêmica; apenas tratou de selecionar e publicar em livro 34 das fabulas de Falasbu. A edição é bilingüe: em português e em portugárabe castiço. O título – !Albufas Safubla! – refere-se, segundo Ab’Fusal, a uma expressão que Falasbu usava a torto e a direito, sempre em tom exaltado e grave, porém seguida de uma estrondosa gargalhada. O que significa? “Não faço a mínima idéia”, é o que Ab’Fusal diz que dizem que Falasbu dizia.

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Abaixo, uma das fábulas do livro – em portugárabe castiço, naturalmente. Se algum leitor porventura souber português, poderá optar pela versão original, logo a seguir. Basta clicar sobre o texto para ampliá-lo.

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A gaminho de Gambinas

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Zalim jega na Esdazão Rodoviária de Zão Baulo bor volda das zede e guinze da noide, bredendendo embargar imediadamende bara Gambinas.

No guijê de bazagens, viga zabendo gue agondezeu um imbrevisdo, e o brózimo ônibus zó zairá às oido e vinde. Bergunda endão ze não dem uma zaída mais zedo bara alguma zidade brójima a Gambinas.

– Dem, zim, zenhor – resbonde o rabaz do guijê. – Dem uma zaída agora bara Zanda Gruz das Balmeiras. Viga bem debois, mas é gaminho.

Zalim, gue não era esdúbido nem badeda, berzebeu gue o vunzionário era zírio. E gomo não gonvia em árabes, brinzibalmende como eze, um zeu gonderrâneo, dradou de ze invormar gom oudra bezoa.

– Bor vavor, gara zenhora – diz Zalim, inderzebdando uma velhoda gue ia bazando. – Zaberia me invormar gue ônibus eu bozo begar gue baze berdo de Gambinas?

­­ – O zenhor bode begar o meu. Zai agora bara Vranga.

– Vranga, vilha da galinha?

– Vranga, a derra do zabado.

– Zabado, vesbera de domingo?

– Zabado de galzar no bé.

– Grado, zenhora, mas já esdou muido bem galzado. Zó não vou a bé adé Gambinas borgue os galos andam me ingomodando.

– Leve endão os zeus galos bara gonhezer Vranga, gue dal?.

– Viga berdo de Gambinas?

– Não dão berdinho guando dagui de Zamba, mas o zenhor vaz um bom bazeio e revresga a gabeza, gongorda gomigo?

– Dodalmende. Vou lá gombrar a bazagem. Engondro a zenhora no ônibus.

Enguando a velhoda ze avasdava, Zalim benzou: “Agui bra vozê, zua zerbende libanesa! Bovo do Líbano não vala com vrangueza nem em Vranga nem na Gonjinjina!”

E dradou de gombrar uma bazagem bara Bados de Minas. “Azim Zalim jega rábido a Gambinas. Bados voam melhor gue zabados!”

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Lizão da vábula: Guem dem boga vai a Roma – baseando bor dodo o blaneda!

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Clique no texto para ampliá-lo. . . . . .

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um boi filosofando

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É de Braulio Tavares este boi filósofo, a quem o escritor e compositor deu voz em sua coluna no Jornal da Paraíba, em 10.6.2008, e novamente há poucos dias no seu blog Mundo Fantasmo. Fala boi:

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“Os seres humanos são angustiados por serem bípedes. Vivem sempre com medo de cair, por isso constroem tantas edificações, para servir-lhes de apoio. Falta-lhes a base sólida das quatro patas. Locomovem-se mal, sempre à feição de quedas para a frente. Uma perna os projeta para diante, como numa queda auto-produzida, e a outra perna tem que se adiantar para salvá-los deste pequeno suicídio; mas olhem, agora é esta própria perna salvadora que os arremessa de novo para diante e cabe à outra avançar para salvá-los. Como pode prosperar em paz uma espécie assim masoquista, sempre presa à vertigem da queda?

“Como não sabem caminhar, são forçados a inventar meios de transporte pesadíssimos, custosos, que demandam a brutal extração de milhões de toneladas de minérios. Destroem tudo em volta para poderem dispor desses veículos ruidosos, porque para eles caminhar é um suplício, e precisam ser conduzidos sentados de um local para outro. Como a vertigem da queda e da auto-destruição está gravada em seus cromossomos, fazem com que suas engenhocas mecânicas se projetem pelo ar ou rolem pelo solo a velocidades absurdas, que freqüentemente os levam a colisões, esfrangalhamento físico, mortandades coletivas. Tudo isto porque não aprenderam a caminhar de quatro.

“Não sabem se alimentar. Não sabem pastar em paz como o fazemos, nem são aparelhados para a caça como a onça e outros predadores nossos. São poucas as criaturas que eles conseguem abater com as mãos nuas. Criam, para a caça, instrumentos cada vez mais complicados e custosos, indo na contra-mão da Ciência que deveria possibilitar-lhes a evolução rumo ao mais simples e mais eficaz. Com os instrumentos acaba ocorrendo o mesmo que com os transportes. Seus criadores acabam sentindo-se na obrigação de utilizá-los o tempo inteiro, e utilizá-los no máximo de sua eficiência, o que significa que acabam utilizando-os contra si próprios, para que os instrumentos não fiquem ociosos.

“Vai ver que tudo decorre da tragédia que lhes sobreveio um dia: a de deixarem de fitar o chão. Quem fita o chão não esquece a terra. Quem fita o chão é obrigado a lembrar-se o tempo inteiro de que vive num planeta onde existem a terra, a grama, a areia, a pedra, as formigas, as minhocas. Quem fita o chão nunca esquece que faz parte dele. O homem desprendeu do chão sua metade da frente, verticalizou-se, lançou seu corpo no desequilíbrio e no trauma de uma queda permanentemente evitada. Deixou de prestar atenção no lugar onde pousa os pés para fixá-la no horizonte inatingível e no céu mais inatingível ainda. Começou a imaginar como seria chegar ao horizonte, e como seria pisar no céu como se fosse um chão. Enfeitiçado pelo horizonte, pôs-se em movimento. Enfeitiçado pelo céu, passou a desprezar a terra onde pisa, e esqueceu que é feito de terra, que vive da terra, que só come o que vem da terra – e que não passa, como nós, de uma refeição que a terra prepara para si própria.”

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Armando como o diabo gosta

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Voa, abutre, voa bem rasante . . .

lá para o quinto dos infernos! . .

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Morreu aquele cara que vivia armando contra o país e contra a nossa integridade moral e física. Armando horrores, com seu sobrenome e espírito de ave de rapina.

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Não vou comemorar com você, meu caro Nino. Morrer aos 90 anos não é castigo, é prêmio. Eu comemoraria – e muito! – se o filho da puta tivesse morrido no auge da rapinagem. De preferência, de uma morte bem besta. Tipo: gangrena generalizada em decorrência de atropelamento por carrocinha de pipoca!

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São Paulo tá com tudo e não tá prosa!

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Ricos e pobres se esbaldam
na nova Veneza brasileira

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A capital paulista vive um verão mágico, com muita alegria e prazer vindo à tona das águas que cobrem e enfeitam todas as ruas da cidade. Acabei de chegar de lá. Trouxe na bagagem uma gripe terrível, algumas tilápias xexelentas que se aninharam na minha mala, mas muitas, muitas recordações de momentos inesquecíveis. Confira nestes flagrantes: seja entre os bem-nascidos dos Jardins (foto ao lado), seja entre os mal-paridos de Capão Redondo (abaixo), tudo é festa para a população paulistana!

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carro paraguaio dá show em test drive

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O possante sedan Seguridad . . .

deixa o público boquiaberto! . . .

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Assunção (Jotaé Press) – Foi lançado na última quarta-feira o primeiro carro paraguaio de categoria internacional: o Seguridad, um luxuoso sedan 4 portas com motor 2.6 e câmbio automático. A festa de lançamento, organizada no tradicional Restaurante de Los Alemanes, no centro da capital paraguaia, chegou ao seu clímax com um inusitado e sensacional test drive realizado em plena Cale Camacho Ayala.

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Confira no vídeo abaixo o fantástico desempenho do Seguridad.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Notícias do fim do mundo

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Amazonas existem mesmo

– e são boas pra mandioca!

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Comprovou-se ser real a até ontem lendária existência de uma tribo de mulheres guerreiras no norte da América do Sul. Dizia a lenda que elas teriam sido avistadas – e, algumas, até bolinadas – pelo conquistador espanhol Francisco Orelana. Aquela vasta região desértica era, segundo outra lenda, coberta por uma densa floresta cortada por um caudaloso rio cujo nome é o mesmo que Orelana deu às mulheres guerreiras: Amazonas.

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Pois ontem retornaram de lá três membros de uma expedição científica que percorreu quase toda a Amazônia em busca de sinais de vida. Os três – um tarrafeiro, um carregador de bonés e um coroinha mineiro – trouxeram oito fotos e cerca de 3% das anotações feitas pelos cientistas. Explicaram que centenas de fotos e a maioria dos 96 quilos de anotações eles precisaram consumir durante a volta, parte como alimento, parte como papel sanitário.

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A floresta amazônica, na avaliação dos três expedicionários, é mesmo uma lenda, mas há bastante mato rasteiro às margens do rio Amazonas: “Pastamos muito capim do bom à beira dele, que é um córrego dos mais caudalosos, chegando a medir, nos trechos mais largos, quase metro e meio”, disse o tarrafeiro. Ele informou, ainda, haver fartura de peixe por lá. “Num só dia de trabalho cheguei a puxar um total de oito piabas na tarrafa!”

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O carregador de bonés trouxe 37 dos 41 bonés dos integrantes da expedição que não voltaram, e fez questão de entregá-los pessoalmente às viúvas – 28 delas, segundo ele, bem boas de cama. Quanto aos quatro bonés restantes, ele informou que ficaram com seus donos. “Eles resolveram seguir córrego Amazonas acima, acreditando que o curso d’água seria muito mais volumoso perto da nascente, quando já estaria livre daquele bando de afluentes sanguessugas”, explicou.

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Conhecer as lendárias amazonas deixou o coroinha mineiro muito excitado. Ele disse que essas mulheres, além de muito bonitas, são realmente grandes guerreiras. “Umas quinze delas enfrentaro os nosso 37 companheiro que não vortaro e, !, derrotaro e comero eles em poucos minuto”, contou, empolgadíssimo. E acrescentou: “Eu mais esses dois aí demo foi sorte, que as muiécomeu nós de sobremesa. Ô muierada mandiocuda, sô!”

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Última moda esotérica

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Com a iminente extinção da vida no planeta, a última moda entre os videntes é fazer três listas de previsões para o Ano Novo. Uma, muito favorável, para os que vão para o Céu; outra, tão boa quanto, para os que vão para o Inferno; e, tentando faturar ibope entre os agnósticos, uma lista especialmente alentadora para os que vão para o Nada.

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O vertebrado que voava

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Foi visto e fotografado ontem, no leste do semi-árido suíço, uma pomba – sim, um quase inacreditável remanescente do conjunto de seres cobertos de penas a que chamávamos ave, cuja meia-dúzia de derradeiras espécies foram consideradas extintas há mais de quatro décadas! Consta que a grande maioria das aves voava, mas o espécime encontrado apenas arrasta-se pelo chão.

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Consultado pela reportagem da Bolha de São Paulo, o Prof. Dr. Manoel Joaquim de Coimbra, o último zoólogo da Terra, pôs em dúvida a descoberta. Depois de examinar detidamente várias fotos do bizarro ser, o eminente cientista luso opinou: “A mim, ô pá, isto cá mais parece uma lesma que chafurdou na serragem, ora, pombas!”

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Oiapoc extingue mortos

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A partir de zero hora de amanhã fica proibido se referir aos mortos como tal. A expressão correta passará a ser não-vivos. A decisão é da Presidente dos Estados Unidos Restantes do Mundo, Hilary Barack Obusho, que acatou parecer da Oiapoc – Organização Internacional dos Amigos da Politicagem Correta.

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Cotação das águas (por gota)

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Potável – Є$ 9.835,63

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Saloba - Є$ 7.694,84

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Lamacenta - Є$ 5.801,36

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Urina - Є$ 4.934,72

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Esgoto in natura - Є$ 1.631,09

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Radioativa - Є$ 477,58

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