Assunção (Jotaé Press) – Foi lançado na última quarta-feira o primeiro carro paraguaio de categoria internacional: o Seguridad, um luxuoso sedan 4 portas com motor 2.6 e câmbio automático. A festa de lançamento, organizada no tradicional Restaurante de Los Alemanes, no centro da capital paraguaia, chegou ao seu clímax com um inusitado e sensacional test drive realizado em plena Cale Camacho Ayala.
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Confira no vídeo abaixo o fantástico desempenho do Seguridad.
.. Comprovou-se ser real a até ontem lendária existência de uma tribo de mulheres guerreiras no norte da América do Sul. Dizia a lenda que elas teriam sido avistadas – e, algumas, até bolinadas – pelo conquistador espanhol Francisco Orelana. Aquela vasta região desértica era, segundo outra lenda, coberta por uma densa floresta cortada por um caudaloso rio cujo nome é o mesmo que Orelana deu às mulheres guerreiras: Amazonas.
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Pois ontem retornaram de lá três membros de uma expedição científica que percorreu quase toda a Amazônia em busca de sinais de vida. Os três – um tarrafeiro, um carregador de bonés e um coroinha mineiro – trouxeram oito fotos e cerca de 3% das anotações feitas pelos cientistas. Explicaram que centenas de fotos e a maioria dos 96 quilos de anotações eles precisaram consumir durante a volta, parte como alimento, parte como papel sanitário.
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A floresta amazônica, na avaliação dos três expedicionários, é mesmo uma lenda, mas há bastante mato rasteiro às margens do rio Amazonas: “Pastamos muito capim do bom à beira dele, que é um córrego dos mais caudalosos, chegando a medir, nos trechos mais largos, quase metro e meio”, disse o tarrafeiro. Ele informou, ainda, haver fartura de peixe por lá. “Num só dia de trabalho cheguei a puxar um total de oito piabas na tarrafa!”
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O carregador de bonés trouxe 37 dos 41 bonés dos integrantes da expedição que não voltaram, e fez questão de entregá-los pessoalmente às viúvas – 28 delas, segundo ele, bem boas de cama. Quanto aos quatro bonés restantes, ele informou que ficaram com seus donos. “Eles resolveram seguir córrego Amazonas acima, acreditando que o curso d’água seria muito mais volumoso perto da nascente, quando já estaria livre daquele bando de afluentes sanguessugas”, explicou.
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Conhecer as lendárias amazonas deixou o coroinha mineiro muito excitado. Ele disse que essas mulheres, além de muito bonitas, são realmente grandes guerreiras. “Umas quinze delas enfrentaro os nosso 37 companheiro que não vortaro e, nó!, derrotaro e comero eles em poucos minuto”, contou, empolgadíssimo. E acrescentou: “Eu mais esses dois aí demo foi sorte, que as muié só comeu nós de sobremesa. Ô muierada mandiocuda, sô!”
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Última moda esotérica
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Com a iminente extinção da vida no planeta, a última moda entre os videntes é fazer três listas de previsões para o Ano Novo. Uma, muito favorável, para os que vão para o Céu; outra, tão boa quanto, para os que vão para o Inferno; e, tentando faturar ibope entre os agnósticos, uma lista especialmente alentadora para os que vão para o Nada.
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O vertebrado que voava
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Foi visto e fotografado ontem, no leste do semi-árido suíço, uma pomba – sim, um quase inacreditável remanescente do conjunto de seres cobertos de penas a que chamávamos ave, cuja meia-dúzia de derradeiras espécies foram consideradas extintas há mais de quatro décadas! Consta que a grande maioria das aves voava, mas o espécime encontrado apenas arrasta-se pelo chão.
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Consultado pela reportagem da Bolha de São Paulo, o Prof. Dr. Manoel Joaquim de Coimbra, o último zoólogo da Terra, pôs em dúvida a descoberta. Depois de examinar detidamente várias fotos do bizarro ser, o eminente cientista luso opinou: “A mim, ô pá, isto cá mais parece uma lesma que chafurdou na serragem, ora, pombas!”
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Oiapoc extingue mortos
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A partir de zero hora de amanhã fica proibido se referir aos mortos como tal. A expressão correta passará a ser não-vivos. A decisão é da Presidente dos Estados Unidos Restantes do Mundo, Hilary Barack Obusho, que acatou parecer da Oiapoc – Organização Internacional dos Amigos da Politicagem Correta.
. Mais vale nenhuma ovelha na igreja que um vira-lata na casa da mamãe
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O padre Marcelo Rossi pode ser muito hábil no trato com as ovelhas de seu rebanho, mas daí a entender de cachorro... é outra história. Em 26 de dezembro ele deu uma verdadeira aula de como lidar na rua com cães ferozes. Menos de duas semanas depois o sacerdote psicocinófilo teve a oportunidade de botar em prática seus conhecimentos com o vira-lata de sua (dele) mãe. Vejam, nos dois pequenos vídeos abaixo, a "aula teórica" e o que aconteceu na prática – que comprova, no mínimo, que santo de casa não faz milagre.
Poemas de um cão sem donoé o título do livro do meu amigo Caio Julius Caesar, mais conhecido como Cesinha, um vira-lata que vive pelas ruas do Rio desde que nelas foi jogado, junto com mais cinco irmãos, pela cadela dona da cadela mãe deles.
A obra reúne variados gêneros poéticos, do verso livre à canção em redondilhas rimadas, do soneto em decassílabos ao soneto em alexandrinos, do oito pés a quadrão dos repentistas nordestinos ao haicai. São deste gênero oriental os poemetos que agora apresentamos – batizados, pelo próprio Cesinha, de haicães.