segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Partes

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"Para amar uma mulher por inteiro
é preciso se dividir em mil pedaços."
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É noite. O cuco já não canta as horas, porque o cérebro, grudado feito uma craca no relógio, além de não permitir que a portinhola se abra, trava os dois ponteiros, senhor absoluto do tempo morto. Penduradas no lustre da sala, aceso, as pernas rebrilham, mas não têm forças nem para vagar à toa pelo teto. O fígado e o pâncreas se esparramam no armário de bebidas, entre garrafas de pinga, vodca, genebra, conhaque... todas vazias. A bunda está sentada, sem se perguntar para que, na bicicleta ergométrica. As tripas jazem na geladeira, sobre, envolvendo o pingüim, resignado, na sua passividade de louça. Os rins, o estômago e outras vísceras desapareceram, mas há tanto armário, tanta gaveta pela casa... Do saco, rasgado e separado do pênis, os testículos rolaram e foram adotados, como bolas de futebol, pelos três gatos. A cabeça, oca e sem o olho esquerdo, foi parar no tapete, junto com a barriga, vazia, e o peito, sem o coração, como se confabulassem sobre o problema comum da falta de estofo. Já os braços, o direito sem a mão, parecem tranqüilos embaixo da cama de casal, cruzados.

Muito antes de William Bernardes dizer boa noite, o olho esquerdo se fecha e cai – no sono e da poltrona – bem na palma da mão direita. Logo os dois se juntam, já na porta de casa, ao pênis, erecto, que controla com embaixadinhas o coração, ainda pulsando. E lá se vão os quatro para uma noite de orgia interminável, a iniciar-se num bar, assim que o coração, esmurrado pela mão direita e cabeceado pelo pênis, parar de bater, pronto para entrar na dança. Uma salsa – frenética, esquizofrênica, de tanto tesão de viver! Deflagrada pelo olho esquerdo que, ao despertar, sob a mesa em que os quatro se acoitam, reconhece, lá no fundo de um par de coxas entreaberto, o sorriso sem calcinha da parte mais enigmática da musa inspiradora do meu auto-esquartejamento.

Postagem de 30.11, repostada em virtude do acréscimo da ilustração de Hélio Jesuíno, extraída das páginas de Suíte Iconoclasta / Parte 3

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um minuto de silêncio pelo ponto G

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Estou chocada, meio tonta, à deriva. Desde os 3 anos de idade passei a buscar obsessivamente o ponto G. Só o encontrei aos 27, e ele mudou radicalmente a minha vida nesses quatro anos, promovendo um espetáculo magnífico e constante de fogos de artifícios – sem artifícios! – nas minhas entranhas libidinosas.
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E eis que surge agora a notícia catastrófica: os cientistas decretaram que ele não mais existe. O esmigalharam com uma chinelada certeira, como se fosse a barata da vizinha em suas camas de seres frios e calculistas.
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O que será da minha vida daqui para frente – e mesmo para trás? O que faço com meus três gavetões repletos de consolos, bolinhas encordoadas, vibradores e molas de borracha especializados em tocá-lo com maestria e sensibilidade, em paradisíaca sinfonia orgástica? O que direi ao Zé Onofre, aquele chato barrigudo e catinguento cuja única virtude é o Quasímodo, seu pênis todo troncho que conseguia atingir sempre o ponto mágico agora riscado do meu mapa genital pela ciência empata-foda?
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Marquesa de Teves, Lili Valão, Tia Zezita, Márcia Corisco, Dona Celeuma, Perna Torta, La Roseteira, Dona Zizinha, Sra. Karrão, Srta. Karrão Junior, Lelepípeda, Marechala Cruz, Arielga Kelly, Doutooora, La Delizia Fuefita, Enfermeirinha Mallu, Enfermeirão Luana, Cabocla Marilinha 3.5, Verinha Curiboca, Sóror Maria do Perpétuo Socorro do Rego Grande, Rita Cadilac, Adelaide Carraro, Leila Diniz, Luz Del Fuego, Mata Hari, Lou Salomé, Justine de Sade, Lucrécia Bórgia, Cleópatra... grandes feiticeiras PHD em sexologia deste e do outro mundo, help, help... HELP!!!
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Totalmente pelada na Sapucaí!

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Após duas cirurgias plásticas inusitadas, .

Ângela Bismarchi espera ansiosa o carnaval. . .




Foi realizada na última segunda-feira a segunda e última operação plástica de Ângela Bismarchi para o carnaval. A modelo, que no ano passado fez cirurgia para voltar a ser virgem, dessa vez foi mais longe, retirando os mamilos e a parte exterior da vagina, num procedimento conhecido como joint. A intenção é poder desfilar pelo Salgueiro totalmente nua e sem a necessidade de tapa-sexo.

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De acordo com Wagner Moraes, marido e também médico cirurgião plástico de Ângela Bismarchi, o procedimento joint consiste em retirar parte dos grandes lábios e ligá-los com uma cola especial, fazendo a vulva sumir. “É indolor e totalmente reversível”, garantiu Moraes. O médico disse ainda que os mamilos e os grandes lábios da modelo foram guardados em nitrogênio liquido, preservando assim totalmente a sua integridade.

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Ângela, de 37 anos, se diz muito ansiosa para mostrar a novidade na avenida. “Ficou lindo, totalmente exótico e bastante sensual. Está inchado ainda, mas dentro de duas semanas já poderei ver melhor o resultado." Ela acrescentou que o procedimento foi mais um sonho realizado. “Eu fiz isso pelos meus fãs, que eu adoro. E também era um grande sonho poder desfilar na avenida sem nenhuma conotação sexual, somente em louvor ao samba e ao meu corpo”, revelou.

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Leia o post abaixo clicando aqui:

Nuas, peladas e sem roupa no Carnaval!!!

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Drama de Angélica

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"Soprava o zéfiro/ ventinho úmido/
então Angélica/ ficou asmática"

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Não, não há nenhum drama, pelo menos que a Caras saiba, perturbando a paz cor de rosa com bolinhas azuis da conhecida apresentadora de TV. A Angélica de que estamos tratando é a da música gravada em 1943 por Alvarenga e Ranchinho, a mais criativa e engraçada dupla sertaneja de todos os tempos.

Abaixo um clip com a gravação original da dupla. E abaixo do clip, a letra dessa toada valsada, pioneira no uso exclusivo de versos terminados em proparoxítonas, recurso usado por outros letristas posteriormente - inclusive Chico Buarque, em Construção.

Em tempo: o clip talvez seja mais engraçado que a música, de tão ruim que é...



Drama de Angélica
(de Alvarenga e M. G. Barreto)

Ouve meu cântico/ quase sem ritmo
Que é a voz de um tísico/ magro esquelético
Poesia épica/ em forma esdrúxula
Feita sem métrica/ com rima rápida
Amei Angélica/ mulher anêmica
De cores pálidas/ e gestos tímidos
Era maligna/ e tinha ímpetos
De fazer cócegas/ no meu esôfago


Em noite frígida/ fomos ao Lírico
Ouvir o músico/ pianista célebre
Soprava o zéfiro/ ventinho úmido
Então Angélica/ ficou asmática
Fomos ao médico/ de muita clínica
Com muita prática/ e preço módico
Depois do inquérito/ descobre o clínico
O mal atávico/ mal sifilítico

Mandou-me célere/ comprar noz vômica
E ácido cítrico/ para o seu fígado
O farmacêutico/ mocinho estúpido
Errou na fórmula/ fez despropósito
Não tendo escrúpulo/ deu-me sem rótulo
Ácido fênico/ e ácido prússico
Corri mui lépido/ mais de um quilômetro
Num bonde elétrico/ de força múltipla

O dia cálido/ deixou-me tépido
Achei Angélica/ já toda trêmula
A terapêutica/ dose alopática
Lhe dei em xícara/ de ferro ágate
Tomou num folego/ triste e bucólica
Esta estrambólica/ droga fatídica
Caiu no esôfago/ deixou-a lívida
Dando-lhe cólica/ e morte trágica

O pai de Angélica/ chefe do tráfego
Homem carnívoro/ ficou perplexo
Por ser estrábico/ usava óculos
Um vidro côncavo/ o outro convexo
Morreu Angélica/ de um modo lúgubre
Moléstia crônica/ levou-a ao túmulo
Foi feita a autópsia todos os médicos
Foram unânimes no diagnóstico

Fiz-lhe um sarcófago/ assaz artístico
Todo de mármore/ da cor do ébano
E sobre o túmulo/ uma estatística
Coisa metódica/ como Os Lusíadas
E numa lápide/ paralelepípedo
Pus esse dístico/ terno e simbólico
Cá jaz Angélica/ moça hiperbólica
Beleza helênica/ morreu de cólica

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uma dedilhada no seu duodeno!

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A amoróloga Anga Mazle dá boas
opções ao tal do beijo no coração


“É verdade, Anga, que esses beijos no coração que muitas pessoas ficam mandando pra todo mundo causam câncer na alma?”Enedina Camarão Secco

Não duvido nada, Enedina. Todo chavão é muito ressequido e superficial, e onde falta umidade e profundidade falta saúde, falta vida, não é verdade? Por que as pessoas temem ir fundo no amor? Porque não mandam logo um beijo de língua no ventrículo esquerdo? Ou um chupão na válvula mitral? Ou até mesmo um amasso, uma dedilhada, um rala-coco no fígado, na traquéia, no duodeno, nos rins... por que não?

Desde que seja, é claro, por e com amor, muito amor!
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Informe publicitário

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Auto-ajuda eletromagnética para antas

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Revista O Malho divulgava em 1903
aparelhos para curar a ignorância














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APARELHOS QUE DÃO PODERES IRRESISTÍVEIS
Dispensando aprendizagem pelos livros
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Aqueles cuja inteligência não compreender livros ou que não tiverem tempo para estudar poderão, mediante o pagamento de 60 mil réis, receber os dois Acumuladores Mentais (números 5 e 6), da Escola Oculista da Califórnia, cujos resultados são análogos aos dos livros; pois, conforme a instrução que os acompanha em uma caixinha com bolsa de seda, essência e pergaminho, fazem mexer a agulha de uma bússola a distância e têm influência rádio-psíquica sobre os elementos psíquicos, de maneira a constituir no ambiente uma espécie de torpedo espiritual que realizará a vontade concentrada no Acumulador. Operam em virtude da mesma lei de reversibilidade segundo a qual o fonógrafo reproduz a voz. Se a eletricidade mecânica produz um ímã, um ímã em movimento produz eletricidade; se as idéias tendem a transformarem-se em atos ou formas, estas, em dadas condições, produzem as idéias e como tais sugestionam. (...)

O Acumulador 5 é especial para neutralizar os males da inveja e produzir amor ou amizade; o 6 convém para fazer facilmente ganhar dinheiro em qualquer negócio ou profissão. Quando estes dois acumuladores estão reunidos em poder de uma mesma pessoa, suas virtudes são então extraordinárias, visto que DÃO O INTEIRO PODER MAGNÉTICO.
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domingo, 3 de janeiro de 2010

Reflexões e inflexões de um canalha do bem

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Máximas quase mínimas
de Teophanio Lambroso



Pela verdade eu não primo porque pela vida sou cunhado.
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Transar embaixo da cama é morte certa. Por vários meios, se o marido da sua amante tiver sono leve. Ou por esgotamento físico, se ele tiver sono pesado.
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Se quiser um homem para chamar de seu, garota, dê para mim uma só vez e pode me chamar assim pelo resto da vida.
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Eu – como digo ao meu vizinho sempre que ele me flagra comendo a mulher dele – não sou eu, não sou eu! #
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Eu até venderia a minha alma ao diabo, se o valor de mercado dela desse para comprar ao menos um pastel.
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Fundindo Charles Bukowski e W. C. Fields, meus ídolos: um sujeito que mantém a cozinha sempre arrumada e que trata como seres humanos a sogra, as ex-mulheres, crianças e cães deve ser imediatamente abatido a tiros.
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Se pretende transar com duas mulheres ao mesmo tempo, meu camarada, vá logo dizendo a cada uma delas: "A fulaninha até topa, mas disse que você é muito bunda mole."
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Das milhares de mulheres que eu quis comer, só comi três. Mas a estas somam-se algumas centenas de outras que comi sem querer, todas irmãs ou primas ou melhores amigas ou até mesmo filhas ou mães das mulheres que eu queria comer.

# Reciclado de uma velha anedota do Bob Hope.
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sábado, 2 de janeiro de 2010

Lição de respeito ao próximo

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Esperando a comida faladeira
terminar um papo pelo celular

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Supositório de limão contra a corrupção

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Tratamento do século XVIII poderia
dar jeito nos corruptos e corruptores¨


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O português Luís Gomes Ferreira foi licenciado cirurgião-barbeiro nos primeiros anos do século XVIII. Conheceu o Brasil vindo como médico de frotas mercantes que ligavam a metrópole à colônia. Em 1710, buscando ouro, seguiu para as lavras das Minas Gerais onde ficou por 20 anos, mudando-se constantemente de uma vila a outra. Observador astuto, compreendeu que nas Minas muitas doenças exigiam tratamentos diferentes dos que aprendera em Lisboa. Tratou de se informar não só sobre esses males, mas também sobre ervas e medicamentos caseiros já conhecidos na região, e passou a usá-los, tornando-se famoso pelas curas que conseguia. Retornou a Lisboa em 1731. O Erário Mineral (à direita, reprodução da capa original) foi publicado pela primeira vez quatro anos depois, com as devidas autorizações, da Corte e do Santo Ofício.

Dentre os males que Ferreira conheceu no Brasil e tratou com sucesso estava a então chamada corrupção do bicho, que atacava o reto intestinal e causava muitas mortes. Abaixo, o capítulo do livro dedicado à doença, que inclui a descrição do estranho – para não dizer bizarro – tratamento desenvolvido pelo médico e barbeiro lusitano.
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Quem sabe não temos algum médico-pesquisador tupiniquim tão sagaz como o Dr. Ferreira e disposto a adaptar esse eficaz tratamento da corrupção do bicho para combater a corrupção do homem, esse mal que grassa e desgraça (n)este país, atingindo milhões e milhões de brasileiros. E não estou me referindo aos corruptos e corruptores, é claro, mas a todos nós que sempre acabamos pagando o pato. Ou, para ser mais direto, numa analogia bem de acordo com a doença setecentista... tomando no sesso!

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Fonte: Erário Mineral / Luís Gomes Ferreira; org. Júnia Ferreira Furtado – Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2002.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

As Fronteiras do Universo

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Mais uma colher de sopa
das bem cheias de
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prof. Edson Rocha Braga




Estão finalmente demarcadas as Fronteiras do Universo.

São constituídas por uma barreira de “elétrons loucos”, partículas que se perderam dos respectivos núcleos e se juntaram entre si, caminhando permanentemente em fila indiana espiralada. A barreira formada por essas partículas é pardacenta e só deixa passar a luz em um sentido: de fora para dentro.

A Grande Barreira tem o formato de dois bagos (ovóides) comprimidos entre si.

No interior da Grande Barreira está situado o Sistema Solar, com o Sol, os Nove Planetas, os Satélites e os Cometas, com suas belas caudas.

Do lado de fora da Grande Barreira não existe nada.

Até 538 anos atrás, havia ali muitas estrelas – galáxias, pulsares, quasares, knimures, bambares – todas extintas devido a um surto de antimatéria que a OUS (Organização Universal de Saúde), infeliz ou felizmente, sequer classificou como uma pandemia de grau 1.

Contudo, a luz dessas estrelas leva milênios para chegar até aqui. Por isso a vemos nos dias que correm.

Alguns dos seres que habitavam além-barreira conseguiram viajar no anticosmo, antes do surto, e chegar à Terra. São os tatus, as patativas, os vírus de hepatite, os bacalhaus, os pica-paus, os otorrinolaringologistas e os quiabos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Pra lá do Kama Sutra!

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Sexo inédito até para você que já
experimentou de tudo
na cama

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. . . ...¨...¨. ¨. ¨. ¨¨ . ¨¨. ¨:. . ¨. ¨. ¨. . Elza Magna

Os sexólatras mais endeusados pela mídia, que já experimentaram o que há de mais romântico e sublime no sexo até mesmo soterrados numa cama superpopulada da Ilha de Caras, bem sabem o quanto é difícil criar alguma coisa realmente nova nessa área chiquérrima das Ciências Humanas. Mas o que é muito difícil para os fodocêntricos – e impossível, para a maioria chupa-dedo da Humanidade –, é fácil, facílimo, para uma pós-pós-pós-doutorada em Sexologia como eu, capaz inclusive de tirar balas e mais balas, seguidas, da pistola enferrujada de um velhinho!

Quem duvida que vá se lubrificando para acompanhar a série de receitas eróticas que estou preparando para postar aqui ao longo de 2010, cada uma abordando uma posição sexual absolutamente nova. Pois duvido eu que alguém não uive, muja ou relinche de prazer se experimentar, por exemplo, o Esculápio crocante às minhotas redondilhas. .
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Quem viver, gozará.

A seguir, um tira-gosto especial, para enganar a fome dos mais a perigo:




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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

B.O. Hussein

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"Os Estados Unidos são o
lugar onde tudo é possível."


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O B. O. do título desta postagem pode significar Boletim de Ocorrência. Assim como Hussein pode significar um sobrenome abandonado por outro B. O., o Barack Obama, como prefere ser chamado o jovem senhor que proferiu essas palavras – aqui usadas como epígrafe – há pouco mais de um ano, logo após vencer as eleições para síndico desse imenso condomínio à deriva em que sobrevivemos.

E é só o que tenho a dizer, meio atrasado porém antes que este ano termine. O resto deixo por conta do Amorim, excelente chargista, cartunista, quadrinistra e, antes de tudo, creio eu, o caricaturista brasileiro de traço mais original surgido nos últimos 30 anos. Esse ex-futuro proprietário de uma grande rede de padarias mantém uma redezinha de quatro ou cinco blogs (talvez um pouco mais, que não sou lá muito bom em aritmética), inclusive o Sátira, de onde surrupiei esta charge.
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domingo, 27 de dezembro de 2009

O Ministério da Saúde Adverte:

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ESTE BLOG PODE CAUSAR
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VIDA INTENSA E CRÔNICA
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EM QUEM TEM METADE DOS
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¨DOIS NEURÔNIOS PROVIDA
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DE SENSO DE HUMOR!
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sábado, 26 de dezembro de 2009

Céu do interior

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Em plena metrópole, um céu estrelado
que só se vê em áreas pouco povoadas
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Não me pegam outra vez. Não me pegam, mesmo. Abri o olho, não atravesso mais a rua quando o sinal de pedestres está aberto. Que é nessa hora que eles pegam os incautos. Faz tempo, só vou na boa, assim como agora, serpenteando por entre os carros, saudado por essa algazarra dos que afundam a mão na buzina para ordenar, "mandrake aí, que eu te pego de jeito, filho da puta".

Um carro afro com vidros afro-descendentes, desses sem ninguém dentro, vem direto pra cima de mim, sedento mas sorrateiro, sem buzinar. Vai é se ferrar comigo, trem do capeta. Dito e feito: na hora agá, dou um passo para trás e, antes que ele passe de todo por mim, sento-lhe um tapa na lataria e me jogo no chão. O trânsito pára. Não por mim, mas porque o carro afro parou e dele sai uma deusa. De terninho, sobre saltos altíssimos, ela caminha com o charme e a segurança de quem se sabe linda e gostosa. Vem na minha direção, naturalmente para se certificar de que seu alvo já era. Enquanto isso, junta que junta gente. E eu aqui no chão, incólume mas imóvel, um cadáver convincente. Até que um gaiato me toca o pescoço e diz "eu acho que ele ainda não morreu". Peido, bem fedorento. Mas ninguém diz "eu acho que ele já se cagou".

Um cara se propõe a ligar pro hospital e pedir uma ambulância. Outro quer me enfiar dentro do primeiro táxi que passar. Uma velhinha, com a sensatez coroca de toda velhinha, o adverte, "não convém mexer no rapaz, pode ter afetado a espinha". Logo ouve-se a voz pastosa do especialista de plantão, “tem é que fazer massage coronária e respiração bocabô, se é que vocês me entendem”. Abro uma frestinha de olho e saco a figura. Um gorducho ensebado e banguela. Boca a boca? Desse aí, nem boquete de extrema-unção.

O gorducho apóia no meu peito os mãozões sobrepostos e começa a massagem cardíaca. Pele grossa e calejada de escravo diplomado, bem diferente dos dedos macios, finamente perfumados que apertam com delicadeza minhas narinas. Pela frestinha, reconheço a minha pseudo-atropeladora, que já arremete, em zoom, sua boca carnuda, vermelha e brilhante em direção à minha. Não gosto de batom, mas um moribundo não deve exigir muito. Me contento com o toque úmido de seus lábios, e com o hálito quente de mortadela – nobre e mágica interação de carne, banha, vísceras e pelancas.

Na primeira soprada que ela dá, já fico todo arrepiado. Alguém repara e sugere, “arrumem um agasalho que o morrente tá com frio”. A mulher tira o paletó do terninho e me cobre o peito cuidadosamente. O gorducho reclama, “sua peça vestual prejudica o meu selvício, se é que a moça me entende”. Ela nem olha pra ele. Só pra mim. Pela frestinha, meu olhar escorrega no brilho dos olhos dela, despenca rosto lindo abaixo, rola pela ribanceira sedosa do pescoço e é tragado pelo decote generoso, onde acaricia, apalpa e beija seios firmes, de auréolas grandes e rosadas.

Mais uma soprada. Não me seguro, enfio a língua na boca da minha algoz. Pronto, passei da conta, penso. Mas, não, ela não interrompe o atendimento. Nem eu, as linguadas. Vai ficando mais lento o ritmo das sopradas, cada vez mais longas e caprichadas. Nós dois na cama, num boca a boca que vai saindo dos eixos e nos pondo a girar, lentamente, até 180 graus, noves fora, 69 – deliro. E ouço nossos gemidos, suspiros, estalos de língua, sussurros... a sirene da ambulância. Que corte! E mais outro: uma garotinha esganiça, “olha que lindo, mamãe, o presunto tá com o pinto durão”.

Tento ficar de pé e cair fora assim que a mamãe me chapa nas fuças um “seu tarado filha da puta”, mas a velhinha me acerta, de trivela, os dois testículos com um chute só. E ninguém perde a deixa. Chove palavrão, soco e pontapé. Vejo minha adorável atropeladora voltando para o carro e aciono, por ela, todo o tesão que ainda tenho pela vida. Consigo me levantar, furar o cerco de pancadas e correr, tonto e capengando, até o carro dela. Bato na escuridão do vidro da porta do carona, agarro a maçaneta, travada, e sorrio, cúmplice, mesmo sem poder ver se ela corresponde. De repente, é de novo só um carro afro com vidros afro-descendentes, sem ninguém dentro. Sim, logo a máquina arranca, me fazendo cair sentado. E avança o sinal, embora vários pedestres estejam atravessando a rua. Três com certeza teriam sidos atingidos, não fosse o alerta da sirene da ambulância – que, em alta velocidade, me acerta em cheio e vai em frente, alcançando ainda, rente à calçada, os três palermas.

“Coisa de profissional”, pensam meus bilhões de neurônios enquanto polvilham, no asfalto urbano deste entardecer cinzento, um céu estrelado que só se vê em plena noite nas áreas desertas ou pouco povoadas.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Salve o Bom Velhinho Safado de Beagá

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Luzinhas chinesas na boca
de minh'alma nada natalina



Sobre a postagem Lembranças não são pensamentos, de 23 de dezembro. Aos que curtiram o humor sombrio, lírico e surreal do mano Paulim, de Belo Horizonte, recomendo a leitura da postagem de Natal no seu blog Rindo de nervoso... ainda.

Luzes na boca do beco é outra pérola grafite que esse Papai Noel sem saco tirou sei lá de onde. E uma pérola bem mais brilhante, é claro, claríssimo, porque dedicada a este Tu(tu)ca, devidamente bukowskiado.

Meu melhor presente deste e de centenas de outros Natais.
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Para não dizerem que não falo do Fogão

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Que venha logo o maior
maria-chutador do mundo!

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Quem conhece a história do Botafogo sabe: sempre tivemos grandes cachaceiros, chincheiros e até cafungadores vestindo a camisa gloriosa. Não tenho nada contra as opções de cada um, desde que o cara consiga dribar a rebordosa e os adversários. Prefiro mil vezes um Garrincha tomando todas e arrasando joões do que certos "atletas exemplares" que, parece, mandam pra dentro um sonífero antes de entrar em campo.

Acho, inclusive, uma hipocrisia das mais hipócritas – e também das mais anti-Hipócrates! – essa coisa de médicos (coniventes com as autoridades esportivas) considerarem dopping o consumo de maconha e cocaína. Imaginem o que aconteceria se um time entrasse em campo com um apoiador cheiradaço e o goleiro maconhado.

Primeiro, o apoiador iria correr uma barbaridade nos primeiros 15, 20 minutos de jogo, marcando em cima até os bandeirinhas e os gandulas, e depois sumiria em campo. A não ser que pedisse e o juiz autorizasse: "Posso ir rapidinho no vestiário pra dar uma cafungada de reforço?"

Segundo, o goleiro passaria o jogo todo besteirão. No primeiro peteleco ao seu gol, o cara iria olhar pra bola e pensar: "Pô, lá vem ela... lá vem ela... tá chegando... e vem bem em cima de mim... chegando... chegou... Ih, entrou que entrou... bem pelo meio das minhas pernas!"

Em resumo, a proibição é (i)moral – do mais reles moralismo cristão! –, e não esportiva. Tanto que, se pintar traços de álcool no sangue do jogador sorteado para o anti-dopping, não dá nada pra ele. A não ser, talvez, se em vez de traços aparecerem travessões, o que indicaria que o cara encheu o pote pouco antes de entrar em campo. Mas isso, que eu me lembre, só foi feito por um juiz europeu, há meses, gerando um espetáculo bizarro, gravado em vídeo que vaga pela internet até hoje, quase tão bêbado quanto o seu protagonista.


Estou falando disso tudo, a propósito de uma notícia que li hoje sobre a tentativa alvinegra de contratar o Ronaldinho Gaúcho, notório consumidor compulsivo de marias-chuteiras. Considero a compulsão sexual – em termos futebolísticos, pelo menos – um vício mais grave que todos os acima citados. Não sei o que os médicos acham disso, e nem quero saber. Gosto de futebol, assim como não aturo gente que só diz asneira. Sobretudo quando usam – indevidamente, na maioria dos casos – o título de doutor.

Mas se os dirigentes do Botafogo acreditam que o maria-chuteirismo é um mal que vem para o bem, que tratem logo de ir atrás do melhor na especialidade. Que deve ser, com certeza, um descendente do italiano Francesco Lentini (foto). Frank, prenome que adotou depois que emigrou para os States, tinha três pernas funcionais, e batia um bolão. Apresentava-se em circos fazendo o diabo com a bola, chegando também a dar aulas para jogadores de soccer. E o mais importante: tinha um potencial excepcional para a prática do maria-chuteirismo, uma vez que possuía dois pênis, ambos também funcionais!

Por isso, rogo à diretoria do Fogão que procure por aí um neto ou bisneto do Frank que tenha puxado o avô ou bisavô. Vai que eles encontrem um Lentini de cinco ou seis pernas e três ou quatro pembas ativas. Pronto, estaria muito melhor atendida essa demanda de um super maria-chutador. E, de quebra, resolveria um problema que vem afligindo bastante a torcida alvinegra. O da falta de pernas do time.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lembranças não são pensamentos

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Alguém ainda sabe a diferença
entre um avestruz e um colibri?


Meu mano caçula escreve bem como o quê. Mas, despretensioso e pachorrento como sempre foi, raramente investe na ficção. Há tempos meu alçapão para aves silvestres bem nutridas e saborosas estava armado na pequena mas densa mata do quintal de seu blog mineiro (Rindo de nervoso... ainda), na esperança de pegar um macuco, uma jacutinga, um mutum ou mesmo um modesto chororó (divorciado do xitãozinho, naturalmente!)... Hoje, enfim, pude ouvir o pleft! da tampa do alçapão se fechando. E era só uma pequena saíra. Mas de uma espécie surreal, que alguns especialistas consideram extinta há séculos, enquanto outros asseguram que ela sequer existiu! Notem o misterioso fulgor de suas 17 cores em tons claríssimos, quase transparentes... em sintonia com os matizes das lembranças por ela cantadas seguindo o mote:
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Lembranças não são pensamentos
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Pois lembrar é quase só o que me resta. Era uma noite particularmente triste e lenta, a cabeça tão moída por dores e queixas que o corpo decidiu – já tentara antes! – abandoná-la.
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Levou consigo a mulher amada, isenta de pudores.
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Faz tempo.
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Mas, quando chegam as algaravias dos finais de ano, a lembrança dói. Embora cada vez menos.

Paulim Saturnino Figueiredo Zamagna ¨

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

LIVROS QUE DEUS ME LIVRE!

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Literatura da pesada, imprópria
para maiores de 18 neurônios


Sem mais delongas, para não estressar a penca neurológica dos leitores interessados, aqui vão micro-resenhas de quatro extraordinários livros de merda recém-lançados.


Sexo sem risco em parede de chapisco - Seleção ilustrada de dezenas de posições sexuais altamente excitantes criadas pela sexóloga Elza Magna, que põe por terra, parede acima, um monte de leis moralistas e preconceituosas, tais como a da gravidade e aquela sobre a impossibilidade de que dois - e três e quatro ou mais - corpos ocupem o mesmo lugar no espaço.

Contos do vigário para pastores sem rebanho - Coletânea de golpes milagrosos criados por sacerdotes das mais diversas religiões, partidos políticos, bancos, laboratórios farmacêuticos, agronegócios e supermercados. Organização e sermão introdutório do mulá israelense Edmar Cedo.

Todo médico é fodão! - A Dra. Drauziófila Melanogaster Karecca ensina como entrar em qualquer consultório médico, de saco cheio de tanta doença, e sair com o bolso vazio mas livre da porra do saco.

Manual de inseminação, concepção, gestação e parto cesariano natural de prolixidades confusas, redundantes, quilométricas, pedantes, ocas e sem sentido visando à perfeita imperfeição da decorrente tanto quanto resultante cunhagem lapidativa multivocabular de expressões politicamente corretas - Obra-prima da literatura obscurantista, produzida - conforme bem informa a capa deste volume de 3.746 páginas - por "Diversos, variados, distintos e diferentes co-autores reunidos conjuntamente em grupo interpessoal corporativo".
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Parabéns, Antonio Claudio!

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Por amizade, a gente releva
até nome mais para palavrão




Um cara com um nome desses só merece pêsames de aniversário. Mas sou um sujeito tolerante e generoso com meus amigos, e faço aqui uma despropositada homenagem a esta besta que carrega, a partir de hoje, 60 toneladas de 365 dias. O desenho acima (ou ao lado ou embaixo, sei lá) foi cometido por um inimigo íntimo comum, o Aranha, nefando habitante das cavernas jurássicas da Tijuca. Não duvido nada que este canalha o tenha montado com pedaços de desenhos feitos para outras pessoas. Mas, sendo para o pacóvio do Antonio Claudio, já está de bom tamanho.
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