quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Auto-ajuda eletromagnética para antas
Revista O Malho divulgava em 1903

aparelhos para curar a ignorância
. .
.
APARELHOS QUE DÃO PODERES IRRESISTÍVEIS
Dispensando aprendizagem pelos livros
Aqueles cuja inteligência não compreender livros ou que não tiverem tempo para estudar poderão, mediante o pagamento de 60 mil réis, receber os dois Acumuladores Mentais (números 5 e 6), da Escola Oculista da Califórnia, cujos resultados são análogos aos dos livros; pois, conforme a instrução que os acompanha em uma caixinha com bolsa de seda, essência e pergaminho, fazem mexer a agulha de uma bússola a distância e têm influência rádio-psíquica sobre os elementos psíquicos, de maneira a constituir no ambiente uma espécie de torpedo espiritual que realizará a vontade concentrada no Acumulador. Operam em virtude da mesma lei de reversibilidade segundo a qual o fonógrafo reproduz a voz. Se a eletricidade mecânica produz um ímã, um ímã em movimento produz eletricidade; se as idéias tendem a transformarem-se em atos ou formas, estas, em dadas condições, produzem as idéias e como tais sugestionam. (...)
O Acumulador 5 é especial para neutralizar os males da inveja e produzir amor ou amizade; o 6 convém para fazer facilmente ganhar dinheiro em qualquer negócio ou profissão. Quando estes dois acumuladores estão reunidos em poder de uma mesma pessoa, suas virtudes são então extraordinárias, visto que DÃO O INTEIRO PODER MAGNÉTICO.
¨

¨
domingo, 3 de janeiro de 2010
Reflexões e inflexões de um canalha do bem
Máximas quase mínimas
de Teophanio Lambroso

sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Supositório de limão contra a corrupção
¨¨
Tratamento do século XVIII poderia
dar jeito nos corruptos e corruptores¨
.


¨

O português Luís Gomes Ferreira foi licenciado cirurgião-barbeiro nos primeiros anos do século XVIII. Conheceu o Brasil vindo como médico de frotas mercantes que ligavam a metrópole à colônia. Em 1710, buscando ouro, seguiu para as lavras das Minas Gerais onde ficou por 20 anos, mudando-se constantemente de uma vila a outra. Observador astuto, compreendeu que nas Minas muitas doenças exigiam tratamentos diferentes dos que aprendera em Lisboa. Tratou de se informar não só sobre esses males, mas também sobre ervas e medicamentos caseiros já conhecidos na região, e passou a usá-los, tornando-se famoso pelas curas que conseguia. Retornou a Lisboa em 1731. O Erário Mineral (à direita, reprodução da capa original) foi publicado pela primeira vez quatro anos depois, com as devidas autorizações, da Corte e do Santo Ofício.
Dentre os males que Ferreira conheceu no Brasil e tratou com sucesso estava a então chamada corrupção do bicho, que atacava o reto intestinal e causava muitas mortes. Abaixo, o capítulo do livro dedicado à doença, que inclui a descrição do estranho – para não dizer bizarro – tratamento desenvolvido pelo médico e barbeiro lusitano.
¨
¨


Quem sabe não temos algum médico-pesquisador tupiniquim tão sagaz como o Dr. Ferreira e disposto a adaptar esse eficaz tratamento da corrupção do bicho para combater a corrupção do homem, esse mal que grassa e desgraça (n)este país, atingindo milhões e milhões de brasileiros. E não estou me referindo aos corruptos e corruptores, é claro, mas a todos nós que sempre acabamos pagando o pato. Ou, para ser mais direto, numa analogia bem de acordo com a doença setecentista... tomando no sesso!
¨
Fonte: Erário Mineral / Luís Gomes Ferreira; org. Júnia Ferreira Furtado – Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2002.
¨
.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
As Fronteiras do Universo
Mais uma colher de sopa
das bem cheias de
¨

.
.
.
.
.
Estão finalmente demarcadas as Fronteiras do Universo.
São constituídas por uma barreira de “elétrons loucos”, partículas que se perderam dos respectivos núcleos e se juntaram entre si, caminhando permanentemente em fila indiana espiralada. A barreira formada por essas partículas é pardacenta e só deixa passar a luz em um sentido: de fora para dentro.
A Grande Barreira tem o formato de dois bagos (ovóides) comprimidos entre si.
No interior da Grande Barreira está situado o Sistema Solar, com o Sol, os Nove Planetas, os Satélites e os Cometas, com suas belas caudas.
Do lado de fora da Grande Barreira não existe nada.
Até 538 anos atrás, havia ali muitas estrelas – galáxias, pulsares, quasares, knimures, bambares – todas extintas devido a um surto de antimatéria que a OUS (Organização Universal de Saúde), infeliz ou felizmente, sequer classificou como uma pandemia de grau 1.
Contudo, a luz dessas estrelas leva milênios para chegar até aqui. Por isso a vemos nos dias que correm.
Alguns dos seres que habitavam além-barreira conseguiram viajar no anticosmo, antes do surto, e chegar à Terra. São os tatus, as patativas, os vírus de hepatite, os bacalhaus, os pica-paus, os otorrinolaringologistas e os quiabos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Pra lá do Kama Sutra!
Sexo inédito até para você que já
experimentou de tudo na cama
Os sexólatras mais endeusados pela mídia, que já experimentaram o que há de mais romântico e sublime no sexo até mesmo soterrados numa cama superpopulada da Ilha de Caras, bem sabem o quanto é difícil criar alguma coisa realmente nova nessa área chiquérrima das Ciências Humanas. Mas o que é muito difícil para os fodocêntricos – e impossível, para a maioria chupa-dedo da Humanidade –, é fácil, facílimo, para uma pós-pós-pós-doutorada em Sexologia como eu, capaz inclusive de tirar balas e mais balas, seguidas, da pistola enferrujada de um velhinho!
A seguir, um tira-gosto especial, para enganar a fome dos mais a perigo:
.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
B.O. Hussein
"Os Estados Unidos são o
lugar onde tudo é possível."
¨

¨
.
.
.
.
O B. O. do título desta postagem pode significar Boletim de Ocorrência. Assim como Hussein pode significar um sobrenome abandonado por outro B. O., o Barack Obama, como prefere ser chamado o jovem senhor que proferiu essas palavras – aqui usadas como epígrafe – há pouco mais de um ano, logo após vencer as eleições para síndico desse imenso condomínio à deriva em que sobrevivemos.
E é só o que tenho a dizer, meio atrasado porém antes que este ano termine. O resto deixo por conta do Amorim, excelente chargista, cartunista, quadrinistra e, antes de tudo, creio eu, o caricaturista brasileiro de traço mais original surgido nos últimos 30 anos. Esse ex-futuro proprietário de uma grande rede de padarias mantém uma redezinha de quatro ou cinco blogs (talvez um pouco mais, que não sou lá muito bom em aritmética), inclusive o Sátira, de onde surrupiei esta charge.
¨
domingo, 27 de dezembro de 2009
O Ministério da Saúde Adverte:
¨
sábado, 26 de dezembro de 2009
Céu do interior
Em plena metrópole, um céu estrelado
que só se vê em áreas pouco povoadas
¨
¨Não me pegam outra vez. Não me pegam, mesmo. Abri o olho, não atravesso mais a rua quando o sinal de pedestres está aberto. Que é nessa hora que eles pegam os incautos. Faz tempo, só vou na boa, assim como agora, serpenteando por entre os carros, saudado por essa algazarra dos que afundam a mão na buzina para ordenar, "mandrake aí, que eu te pego de jeito, filho da puta".
Um carro afro com vidros afro-descendentes, desses sem ninguém dentro, vem direto pra cima de mim, sedento mas sorrateiro, sem buzinar. Vai é se ferrar comigo, trem do capeta. Dito e feito: na hora agá, dou um passo para trás e, antes que ele passe de todo por mim, sento-lhe um tapa na lataria e me jogo no chão. O trânsito pára. Não por mim, mas porque o carro afro parou e dele sai uma deusa. De terninho, sobre saltos altíssimos, ela caminha com o charme e a segurança de quem se sabe linda e gostosa. Vem na minha direção, naturalmente para se certificar de que seu alvo já era. Enquanto isso, junta que junta gente. E eu aqui no chão, incólume mas imóvel, um cadáver convincente. Até que um gaiato me toca o pescoço e diz "eu acho que ele ainda não morreu". Peido, bem fedorento. Mas ninguém diz "eu acho que ele já se cagou".
Um cara se propõe a ligar pro hospital e pedir uma ambulância. Outro quer me enfiar dentro do primeiro táxi que passar. Uma velhinha, com a sensatez coroca de toda velhinha, o adverte, "não convém mexer no rapaz, pode ter afetado a espinha". Logo ouve-se a voz pastosa do especialista de plantão, “tem é que fazer massage coronária e respiração bocabô, se é que vocês me entendem”. Abro uma frestinha de olho e saco a figura. Um gorducho ensebado e banguela. Boca a boca? Desse aí, nem boquete de extrema-unção.
O gorducho apóia no meu peito os mãozões sobrepostos e começa a massagem cardíaca. Pele grossa e calejada de escravo diplomado, bem diferente dos dedos macios, finamente perfumados que apertam com delicadeza minhas narinas. Pela frestinha, reconheço a minha pseudo-atropeladora, que já arremete, em zoom, sua boca carnuda, vermelha e brilhante em direção à minha. Não gosto de batom, mas um moribundo não deve exigir muito. Me contento com o toque úmido de seus lábios, e com o hálito quente de mortadela – nobre e mágica interação de carne, banha, vísceras e pelancas.
Na primeira soprada que ela dá, já fico todo arrepiado. Alguém repara e sugere, “arrumem um agasalho que o morrente tá com frio”. A mulher tira o paletó do terninho e me cobre o peito cuidadosamente. O gorducho reclama, “sua peça vestual prejudica o meu selvício, se é que a moça me entende”. Ela nem olha pra ele. Só pra mim. Pela frestinha, meu olhar escorrega no brilho dos olhos dela, despenca rosto lindo abaixo, rola pela ribanceira sedosa do pescoço e é tragado pelo decote generoso, onde acaricia, apalpa e beija seios firmes, de auréolas grandes e rosadas.
Mais uma soprada. Não me seguro, enfio a língua na boca da minha algoz. Pronto, passei da conta, penso. Mas, não, ela não interrompe o atendimento. Nem eu, as linguadas. Vai ficando mais lento o ritmo das sopradas, cada vez mais longas e caprichadas. Nós dois na cama, num boca a boca que vai saindo dos eixos e nos pondo a girar, lentamente, até 180 graus, noves fora, 69 – deliro. E ouço nossos gemidos, suspiros, estalos de língua, sussurros... a sirene da ambulância. Que corte! E mais outro: uma garotinha esganiça, “olha que lindo, mamãe, o presunto tá com o pinto durão”.
Tento ficar de pé e cair fora assim que a mamãe me chapa nas fuças um “seu tarado filha da puta”, mas a velhinha me acerta, de trivela, os dois testículos com um chute só. E ninguém perde a deixa. Chove palavrão, soco e pontapé. Vejo minha adorável atropeladora voltando para o carro e aciono, por ela, todo o tesão que ainda tenho pela vida. Consigo me levantar, furar o cerco de pancadas e correr, tonto e capengando, até o carro dela. Bato na escuridão do vidro da porta do carona, agarro a maçaneta, travada, e sorrio, cúmplice, mesmo sem poder ver se ela corresponde. De repente, é de novo só um carro afro com vidros afro-descendentes, sem ninguém dentro. Sim, logo a máquina arranca, me fazendo cair sentado. E avança o sinal, embora vários pedestres estejam atravessando a rua. Três com certeza teriam sidos atingidos, não fosse o alerta da sirene da ambulância – que, em alta velocidade, me acerta em cheio e vai em frente, alcançando ainda, rente à calçada, os três palermas.
“Coisa de profissional”, pensam meus bilhões de neurônios enquanto polvilham, no asfalto urbano deste entardecer cinzento, um céu estrelado que só se vê em plena noite nas áreas desertas ou pouco povoadas.
¨
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Salve o Bom Velhinho Safado de Beagá
Luzinhas chinesas na boca
de minh'alma nada natalina

Sobre a postagem Lembranças não são pensamentos, de 23 de dezembro. Aos que curtiram o humor sombrio, lírico e surreal do mano Paulim, de Belo Horizonte, recomendo a leitura da postagem de Natal no seu blog Rindo de nervoso... ainda.
Luzes na boca do beco é outra pérola grafite que esse Papai Noel sem saco tirou sei lá de onde. E uma pérola bem mais brilhante, é claro, claríssimo, porque dedicada a este Tu(tu)ca, devidamente bukowskiado.
Meu melhor presente deste e de centenas de outros Natais.
¨
Para não dizerem que não falo do Fogão
Que venha logo o maior
maria-chutador do mundo!

¨
Quem conhece a história do Botafogo sabe: sempre tivemos grandes cachaceiros, chincheiros e até cafungadores vestindo a camisa gloriosa. Não tenho nada contra as opções de cada um, desde que o cara consiga dribar a rebordosa e os adversários. Prefiro mil vezes um Garrincha tomando todas e arrasando joões do que certos "atletas exemplares" que, parece, mandam pra dentro um sonífero antes de entrar em campo.
Acho, inclusive, uma hipocrisia das mais hipócritas – e também das mais anti-Hipócrates! – essa coisa de médicos (coniventes com as autoridades esportivas) considerarem dopping o consumo de maconha e cocaína. Imaginem o que aconteceria se um time entrasse em campo com um apoiador cheiradaço e o goleiro maconhado.
Primeiro, o apoiador iria correr uma barbaridade nos primeiros 15, 20 minutos de jogo, marcando em cima até os bandeirinhas e os gandulas, e depois sumiria em campo. A não ser que pedisse e o juiz autorizasse: "Posso ir rapidinho no vestiário pra dar uma cafungada de reforço?"
Segundo, o goleiro passaria o jogo todo besteirão. No primeiro peteleco ao seu gol, o cara iria olhar pra bola e pensar: "Pô, lá vem ela... lá vem ela... tá chegando... e vem bem em cima de mim... chegando... chegou... Ih, entrou que entrou... bem pelo meio das minhas pernas!"
Em resumo, a proibição é (i)moral – do mais reles moralismo cristão! –, e não esportiva. Tanto que, se pintar traços de álcool no sangue do jogador sorteado para o anti-dopping, não dá nada pra ele. A não ser, talvez, se em vez de traços aparecerem travessões, o que indicaria que o cara encheu o pote pouco antes de entrar em campo. Mas isso, que eu me lembre, só foi feito por um juiz europeu, há meses, gerando um espetáculo bizarro, gravado em vídeo que vaga pela internet até hoje, quase tão bêbado quanto o seu protagonista.
Estou falando disso tudo, a propósito de uma notícia que li hoje sobre a tentativa alvinegra de contratar o Ronaldinho Gaúcho, notório consumidor compulsivo de marias-chuteiras. Considero a compulsão sexual – em termos futebolísticos, pelo menos – um vício mais grave que todos os acima citados. Não sei o que os médicos acham disso, e nem quero saber. Gosto de futebol, assim como não aturo gente que só diz asneira. Sobretudo quando usam – indevidamente, na maioria dos casos – o título de doutor.
Mas se os dirigentes do Botafogo acreditam que o maria-chuteirismo é um mal que vem para o bem, que tratem logo de ir atrás do melhor na especialidade. Que deve ser, com certeza, um descendente do italiano Francesco Lentini (foto). Frank, prenome que adotou depois que emigrou para os States, tinha três pernas funcionais, e batia um bolão. Apresentava-se em circos fazendo o diabo com a bola, chegando também a dar aulas para jogadores de soccer. E o mais importante: tinha um potencial excepcional para a prática do maria-chuteirismo, uma vez que possuía dois pênis, ambos também funcionais!
Por isso, rogo à diretoria do Fogão que procure por aí um neto ou bisneto do Frank que tenha puxado o avô ou bisavô. Vai que eles encontrem um Lentini de cinco ou seis pernas e três ou quatro pembas ativas. Pronto, estaria muito melhor atendida essa demanda de um super maria-chutador. E, de quebra, resolveria um problema que vem afligindo bastante a torcida alvinegra. O da falta de pernas do time.
¨
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Lembranças não são pensamentos
Alguém ainda sabe a diferença
entre um avestruz e um colibri?
Meu mano caçula escreve bem como o quê. Mas, despretensioso e pachorrento como sempre foi, raramente investe na ficção. Há tempos meu alçapão para aves silvestres bem nutridas e saborosas estava armado na pequena mas densa mata do quintal de seu blog mineiro (Rindo de nervoso... ainda), na esperança de pegar um macuco, uma jacutinga, um mutum ou mesmo um modesto chororó (divorciado do xitãozinho, naturalmente!)... Hoje, enfim, pude ouvir o pleft! da tampa do alçapão se fechando. E era só uma pequena saíra. Mas de uma espécie surreal, que alguns especialistas consideram extinta há séculos, enquanto outros asseguram que ela sequer existiu! Notem o misterioso fulgor de suas 17 cores em tons claríssimos, quase transparentes... em sintonia com os matizes das lembranças por ela cantadas seguindo o mote:
¨
Pois lembrar é quase só o que me resta. Era uma noite particularmente triste e lenta, a cabeça tão moída por dores e queixas que o corpo decidiu – já tentara antes! – abandoná-la.
¨
Levou consigo a mulher amada, isenta de pudores.
¨
Faz tempo.
¨
Mas, quando chegam as algaravias dos finais de ano, a lembrança dói. Embora cada vez menos.
Paulim Saturnino Figueiredo Zamagna ¨
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
LIVROS QUE DEUS ME LIVRE!
Literatura da pesada, imprópria
para maiores de 18 neurônios
Sem mais delongas, para não estressar a penca neurológica dos leitores interessados, aqui vão micro-resenhas de quatro extraordinários livros de merda recém-lançados.

Sexo sem risco em parede de chapisco - Seleção ilustrada de dezenas de posições sexuais altamente excitantes criadas pela sexóloga Elza Magna, que põe por terra, parede acima, um monte de leis moralistas e preconceituosas, tais como a da gravidade e aquela sobre a impossibilidade de que dois - e três e quatro ou mais - corpos ocupem o mesmo lugar no espaço.
Contos do vigário para pastores sem rebanho - Coletânea de golpes milagrosos criados por sacerdotes das mais diversas religiões, partidos políticos, bancos, laboratórios farmacêuticos, agronegócios e supermercados. Organização e sermão introdutório do mulá israelense Edmar Cedo.
Todo médico é fodão! - A Dra. Drauziófila Melanogaster Karecca ensina como entrar em qualquer consultório médico, de saco cheio de tanta doença, e sair com o bolso vazio mas livre da porra do saco.
Manual de inseminação, concepção, gestação e parto cesariano natural de prolixidades confusas, redundantes, quilométricas, pedantes, ocas e sem sentido visando à perfeita imperfeição da decorrente tanto quanto resultante cunhagem lapidativa multivocabular de expressões politicamente corretas - Obra-prima da literatura obscurantista, produzida - conforme bem informa a capa deste volume de 3.746 páginas - por "Diversos, variados, distintos e diferentes co-autores reunidos conjuntamente em grupo interpessoal corporativo".
¨
domingo, 20 de dezembro de 2009
Parabéns, Antonio Claudio!
Por amizade, a gente releva
até nome mais para palavrão

Um cara com um nome desses só merece pêsames de aniversário. Mas sou um sujeito tolerante e generoso com meus amigos, e faço aqui uma despropositada homenagem a esta besta que carrega, a partir de hoje, 60 toneladas de 365 dias. O desenho acima (ou ao lado ou embaixo, sei lá) foi cometido por um inimigo íntimo comum, o Aranha, nefando habitante das cavernas jurássicas da Tijuca. Não duvido nada que este canalha o tenha montado com pedaços de desenhos feitos para outras pessoas. Mas, sendo para o pacóvio do Antonio Claudio, já está de bom tamanho.
¨
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Amor oportuno e rapidinho
Elza Magna e Anga Mazle
trovejam por auto-ajuda


As duas trovas abaixo são de um livro que a sexóloga Elza Magna e a amoróloga Anga Mazle escreveram a mais de 20 mãos (além das quatro delas no teclado, haviam outras teclando as duas o tempo todo). A obra só não foi publicada ainda por dois pequenos detalhes. Primeiro: o degas aqui (peço que se pronuncie degá, como o nome do gênio da pintura que, sem dúvida, foi o inventor da luz hidrelétrica!), pois o degas aqui, encarregado, por nossas mestras do amor e do sexo, de ilustrar o trabalho, ainda não concluiu mais que 58,3% das 190 ilustrações previstas por elas. Segundo detalhe: nenhumas das 17 editoras consultadas se interessou em publicar o livro.
Trata-se de um humilde opúsculo esotérico... um Manual Divinatório do Amor e do Sexo, como informa o seu subtítulo. O título, sutilmente sensual como suas autoras, é


¨

A Escola (por Anga)
¨
Que parte de nós aloja
A escola do amor oportuno,
¨
Onde as aulas são de lógica,
¨
Sem professor nem aluno?
¨
¨

A Tartaruga (por Elza)
¨
Os dias passam... tão lentos...
¨
Assim é ele... assado, ela...
¨
Só o amor corre, no tempo
¨
Do intervalo da novela.
¨
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Onisciências interrogativas
¨Em 1940, Ernest Hemingway publicou Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bells Tolls, no original, e Por Que Bebel é Tola, em Portugal). Quem leu o romance bem sabe que, concluída a leitura, instantaneamente começa a dobrar no cérebro a pergunta que jamais se desdobrará: “Afinal, por quem os sinos dobram?”
A resposta estava nos originais de um longo (173 páginas) posfácio, no qual o escritor de fato respondia, sem rodeios de entrelinhas, a angustiante questão. Esse texto, porém, acabou não sendo publicado, posto que foi dobrado e jogado no lixo por Bebel, faxineira lusitana de Hemingway.
¨
Eram os Deuses Astronautas?
¨
Esta pergunta, por si, mostra até onde pode ir a estupidez dos terráqueos.
Em nenhuma outra parte do universo jamais sequer passaria pelas células pensantes de qualquer ser a idéia de que um deus possa ser idiota a ponto de abraçar profissão tão imbecil.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Bom Velhinho Safado
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Diário do Dia desmente TV Probo
Entrevista exclusiva com Pipídi,
o suposto pedófilo e estuprador
A velha (porém ainda bem apanhada e fogosa) repórter que vos escreve entrevistou, via rabex, a celebridade do momento, Epidídimo Eustáquio de Falópio (foto) – esse mesmo, leitor, o personagem principal do Caso Pipídi, que há mais de um mês vem ocupando pelo menos cinco linhas diárias no melhor jornal do país, este Diário do Dia, o único que ainda resiste à sanha monopolista de O Probo.
Pipídi, que se mantém foragido, nos fez importantes revelações, as quais, se verdadeiras forem, contrariam frontalmente tudo que foi informado ontem pelo Jornal Multinacional, da Rede Probo. Não vou me alongar nesta reportagem, tendo em vista que o raboboy que serve a todos nós, hóspedes do manicômio judiciário, não aceita transportar rolos de papel de diâmetro superior a 6,5 milímetros, mesmo quando as remessas não totalizam o limite, por ele estabelecido, de 5 centímetros. Se pagarmos em dobro – ou seja, 8 pratas por milímetro diametral –, o sujeitinho até arreganha uma exceção. Mas isso, além do preço escorchante, expõe os manuscritos ao risco de serem danificados, porque o mercenário, para aproveitar ao máximo a bitola de seu porta-mala postal, às vezes elimina o frasco cilíndrico que usa como invólucro protetor contra eventuais impertinências fecais.
Esta indispensável introdução – do texto, não da remessa postal – já consumiu quase a metade da tirinha de papelão pisoteado que posso remeter por rabex com as 17 pratas de que disponho. Embora escreva em letra miúda, quase microscópica, serei forçada a me restringir a dois pequenos tópicos dos mais de 20 abordados por Pipídi, deixando o restante para remessas posteriores, se dinheiro para tanto e rabo para tal houver. Vamos a eles:
Pipídi não nega a autenticidade, mas sim a atualidade do vídeo exibido pela TV Probo em que aparece com um menino louro no colo, fazendo cavalinho e cantando “trepa Antonio, o siri tá no pau, eu também sei tirar o cavaco do pau”. Segundo ele, o lourinho hoje é homem feito e, há cerca de dez anos, negro, depois de submeter-se com sucesso a um tratamento transepitelial e transcapilar. O rapaz, acrescenta Pipídi, “é ajuntado com uma cabocla bem jeitosa e tem duas filhas pequenas, louras que nem ele era, de cabelo pixaim que nem ele é”.
Quanto à informação veiculada pelo jornal televisivo sobre um suposto estupro por ele cometido contra uma paciente internada em estado grave num hospital público em que trabalhava como faxineiro, Pipídi esclarece: “Caô. Nunca trabalhei em hospital nenhum. O que rolou é que desovaram no IML, onde eu era lavador de cadáver, uma dona que parecia morta. Gostosa de dar água na cueca. Loura, de olhos mais azuis que os beiços e a ponta dos dedos. Assim que ela ficou só mais eu, parti pra dentro”. Pipídi garantiu que tudo corria como de praxe nos seus, como ele diz, “lesco-lascas” com defuntas, até que a mulher começou a gemer, levando-o a exclamar: “Caralho, meu caralho, depois de três anos trabalhando comigo aqui, finalmente tu consegue fazer uma presunta gozar!” (Marsela Túrsica)
¨
domingo, 13 de dezembro de 2009
Primas chupadoras de dedões
Elza Magna, sexóloga, dá

receita contra a dedãofilia
"Minhas primas pegaram a mania de chupar meus dedões, inclusive os dos pés! Eu até que gosto, mas o problema é que elas só querem saber deles. Chupetinha que é bom, nunca mais!" – Júnio Juniôres Júnior
Minha mãe passava pimenta malagueta nos meus dedos, para eu parar de chupá-los. Deu certo: de lá para cá só tenho chupado aquele dedão sem unha dos rapazes. Mas se passar pimenta nos seus dedões não funcionar com suas primas, Júnio, cole uma unha postiça na cabeça do pinto.
¨











