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quinta-feira, 25 de março de 2010

As desinteligências de uma idosa menina

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. . . . . .Conheci a Sra. Raíssa na Praça São Salvador, território meu de sagradas amizades profanas. Não estávamos matando o tempo, estávamos dando-lhe à luz, a luz sem pressa dessa amizade que já dura dois segundos – ou dois anos... dois milênios.

. . . . . .Nesse tempo, dêem a ele o tamanho que acharem de dar os burocratas medidores de tempo, tenho conseguido ensinar a Sra. Raissa a ter paciência com a minha estúpida inteligência, que ela vai estilhaçando e colorindo, para guardar na sua gaveta de inutilidades crocantes. Hoje ela é meu Serviço de Meteorologia para os dias que não acontecem. Então, abro sua Gaveta (esta aqui) e cato meus cacos por tempestades e calmarias:

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3:40 – I

Falava de tempo. É um absurdo achar que podem dividir a minha vida em pedacinhos numerados. Me fazer acreditar que os minutos controlam a mim e as minhas lembranças. Acreditar nas horas e nos anos é viver em uma sala apertada, que se aperta mais a cada segundo contado. Fazendo tudo passar mais rápido... Com menos gosto. Porque é isso, eu conto o que tenho pressa que acabe.

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Uma mentira

E se eu estivesse dividida? De uma forma assustadora, dividida. De um lado um amor grande, desgastado, mais ainda forte e sincero. Do outro, uma paixãozinha louca e besta, intensa e nova. Mais do que querer os dois, queria não querer nenhum deles. Preciso variar com leveza as confusões de sempre. Maltratar menos meu coração de menininha. Mas nasci com esta cruz que me mata. Ganhei um príncipe com a bota suja, e um anjo de asa quebrada. O pior e mais perturbador é que as minhas combinações de azares amorosos dão certo de quando em quando.

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3:40 – II

Estupidez é pensar que vale a pena contar menos um mês de romance, ou menos um ano de vida. Inútil se preocupar tanto com espaços de vida mortos. Não existe tempo no futuro, porque ainda são espaços não nascidos. Não existe verdade no tempo.

As suas horas, semanas... os meus nossos milênios e comemorados anos novos são uma ridícula farsa que mascara o medo de não poder controlar. Não quero partir minha vida em milhares de números.

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Sr. Volfí

Tavinho tem 6 anos e uma verruga na perna esquerda de, aproximadamente, 3 milímetros de diâmetro. Um segredo guardado a sete chaves pelo garoto desde o último outubro, quanto foi descoberta e batizada como Sr.Volfí. Porque esta é uma velha mania de Tavinho, batizar por "voufí" tudo o que lhe parece de grande importância. O urso de plástico. Seu dedo mindinho da mão direita. Seu irmão, Vitor. A cor azul. A TV. E, entre tantas outras importâncias, a verruga de sua perna esquerda.

O garoto, em uma de suas conversas dominicais com Sr.Volfí, tomou conhecimento de seu grande apreço pela cor azul. Desde então, a pequena circunferência é colorida diariamente com canetinha hidrocor celeste.

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3:40 – III

Não quero ser classificada por tempo, pensar e agir como manda esse senhor. É um problema meu se hoje, aos quase 17, decidi ter uma crise minha, inteiramente minha, de meia idade.

Minha vida inteira é um dia inteiro. E na semana passada envelheci uns 10 anos.

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domingo, 22 de novembro de 2009

É um Ri acho que passa na minha vida

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Sobre uma certa Senhora Raíssa
que clonou o título deste blog



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A expressão desinformação seletiva, encontrei-a no perfil do orkut dessa supracitada senhora, que lá atende por Ri acho. Meu blog assim batizado, já no ar, e não é que a figureta tem a cara de pau de rebatizar seu próprio blog com o nome que eu, generosamente, lhe havia surrupiado?

Sorte dela que sou um rapaz de bem, com sólida (um tanto pastosa, quase líquida e, vá lá, praticamente gasosa) formação judaico-cristã. Não vou à Justiça contra ela. Preferi acordar um duelo, em praça pública (São Salvador, no Flamengo) escolhida por mim, e com armas escolhidas por ela: bolinhas de miolo de pão. Não percam! Dia e hora serão anunciados em breve, aqui e no Jornal Nacional.

E eu ainda publico, movido por meu evangelhizado espírito de porco, um poema da adversária solerte. Nele, ela nos serve, não posso negar, uma boa porção da sabedoria e sensibilidade desenvolvidas em seus milenares 16 anos de vida:

Vermelho

Um desassossego carrega meu sono
E eu lembro do que queria deixar do outro lado
Tempo é frio,
Tem cheiro de madeira
E corre corroendo a mim e tudo mais
Não acredito no vermelho da paixão
Os pecados, sim, são cor de sangue
E a coragem, na verdade, pouco importa como vem
Eu fiz o que quis
Quis você pra me esconder
Pra me escoltar
Até fingi medo,
Mas nunca estive apaixonada
Como em romances frescos
Ou novelas bolivianas


Endereço do Desinformação Seletiva genérico:
http://pirilampooos.blogspot.com/
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