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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Que máquinas!

.  .  .  .  .  .  .  .  .  .   .  .  .  .  .  .  .  .  .  .    .  .  .  . . . ..... .   .  .Teopha

.  .  .  .Para Lina Mendes, Suzana Guimarães, Tânia Contreiras, Lelena Camargo e Dea De Godoy Neto

Sou doido por elas. .  .  .    .  . 
Sou doido .  .  .    .  . 
varrido por elas. .  .  .    .  . 

Bem que muito já tentei montá-las, .  .  .    .  . 
pilotá-las vida afora. .  .  .    .  . 
Mas me falta equilíbrio, habilidade, .  .  .    .  . 
alma de macho dominante: .  .  .    .  . 
sempre derrapo, saio da pista .  .  .    .  . 
e me estabaco fragorosamente! .  .  .    .  . 

Mas sou doido por elas, .  .  .    .  . 
doido varrido .  .  .    .  . 
pelo tanto que elas mesmas .  .  .    .  . 
me endoidam a vassouradas .  .  .    .  . 
de suas curvas cheias... cheinhas .  .  .    .  . 
de perfeitas imperfeições .  .  .    .  . 
físicas e mentais –– .  .  .    .  . 
esse seu mais que perfeito design .  .  .    .  . 
de deusas criadoras .  .  .    .  . 
de mim e da minha doidice .  .  .    .  . 
varrida ontem, hoje e amanhãs... .  .  .    .  . 
Eternidade afora. .  .  .    .  . 


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um e um são três

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.. .
 
Teopha.*
todo casal que se preza,
em salutar fornicação,. .
é um triângulo amoroso: .

um macho, uma fêmea
e o pênis /.ereto./     .
artigo indefinidamente definido.
comum de dois gêneros. .

(d) .o. falo. não. (es) .capa
nem a cópula sapatã. .

o pau .!.pimpão.! .come solto
até em coito de eunucos. .
 . 
*.com ph  de phodão!...
. .  . . .

domingo, 25 de setembro de 2011

Dicas para as provas do Enem

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Elza Magna
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1 – Por que há mais mulheres do que homens no mundo?

R.: Porque os homens engravidam menos.

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2 – Onde fica o hipotálamo?

R.: Na água, como todo mamífero aquático.

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3 –. Para os pintos saírem dos ovos, o que faz a galinha?

R.: Chupa eles.

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4 – Qual é o polígono com menor número de lados?

R.: O círculo.

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5 – Por que o coração é associado ao amor?

R.: Porque, se ele pára, a gente broxa.

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6 - Como morreu o Bispo Sardinha?

R.: Enlatado

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7 – Por que Vênus é chamada de estrela?

R.: Porque ficou rica e famosa fabricando camisinha.

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8 – Para que servem as amígdalas?

R.: Pra agarrar pentelho.

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9 – Que animais dependem das guelras para viver?

R.: Os militares.

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10 – O que é piroga?

R.: O marido da jojota.

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domingo, 15 de maio de 2011

Pela fresta

Para Katinha, a terceira e mais bela teta do Paulim Saturnino.

Foi o teu mamilo direito que, pela fresta da blusa, piscou para mim no bar aqueles rosas de azular verdes anos acinzentados como os meus. Foram tuas ancas, a balançar diamantes degustáveis e guloseimas preciosas, que na tua ida ao banheiro esbarraram, derrubaram e mergulharam no meu copo todas as estrelas e cometas do meu bom senso paraguaio.

Foi a tua língua, pérola gel da tua ostra labial, que metamorfoseou-se em cardumes de borboletas e escorpiões para inundar de seiva vaginal todas as protuberâncias exteriores e vísceras que eu tinha e mais algumas criadas, alimentadas e devoradas por teus olhos, piões de gude incandescente, pipas que plantam luas no sol.

Foram tuas virilhas amazônicas cobertas pela densa mata onde moram teus dois vulcões que me engolfaram astronauta do teu além-infinito e me expeliram naúfrago de minha própria lava aquém-silêncio.

Foi o teu ventre atlântico que tragou todas as minhas esquadras e esquadrilhas de papel, enquanto minhas inabilidades manuais fingiam esculpir odes de ventania ao grande amor – relegando à gaveta os rascunhos para a bula do bálsamo que tu eras até que o auto-veneno que sou fizesse efeito.

Foi o teu pé esquerdo, o mais ecologicamente correto dos teus inumeráveis órgãos afetivo-sexuais, que me comunicou, num tiro de meta com a bunda mole da minha alma: – Vai à merda!

(E então nela cá estou, estilhaçado e mal perfumado, mas sem vergonha e serelepe, querendo saber se tudo está de fato decidido ou se ainda vamos ter o jogo de volta.

Fazer o quê? Teu mamilo direito continua a me piscar, em sonhos nas insônias sem fim, pela fresta esquerda do meu peito que teima em não cicatrizar, malgrado o persistente bombardeio de cataplasma de ponteiros de relógios digitais.)

Teopha . . . .

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Suruba comemora o golpe de 64

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A mudança da data oficial do golpe militar de 64, de 31 de março para 1º de abril, está sendo comemorada com uma grande suruba de cunho patriótico-familiar-cristão.

O mega-evento foi anunciado ontem pelo deputado federal Jair Bolsonaro (na foto, semi-encoberto por uma mulher não-identificada).

Leia mais sobre o assunto no blog Maracas & Cangalhas, aqui.

Elza Magna

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terça-feira, 29 de março de 2011

Decassílabo afrodisíaco

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Teopha . . . . . . . . . . . . . .

– Mo-ô. Diz aquilo, diz.

– Aquilo o quê?

– Aquela poesia que eu se amarro.

– Não.

– Ah, meu poeta... eu fico tão excitadíssima.

– Por isso mesmo.

– Só o úrtimo velsinho, vai. Ocê diz ele e eu corro pra tumá banho frio.

– Tá bom, então.

– Oba!... Aqui, ben-nhê... Diz ele aqui na zoiota da zoreinha da tua musa...

– Hipopótamo varicoso e frígido.


* . . . . . . . * . . . . . . . *

Não gosto de falar dos nossos seguidores, a não ser para elogiar. Mas andei reparando no nosso mural de retratinhos deles e não pude deixar de me perguntar. Será impressão dos meus belos olhos mordazes ou alguns deles têm mesmo cara de bundão?

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domingo, 13 de março de 2011

Ménage à trois poético

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A língua lambe
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . .. Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987)
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua lambe as pétalas vermelhas
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . da rosa pluriaberta; a língua lavra
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . certo oculto botão, e vai tecendo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . lépidas variações de leves ritmos.
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E lambe, lambilonga, lambilenta,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a licorina gruta cabeluda,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e, quanto mais lambente, mais ativa,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . atinge o céu do céu, entre gemidos,
.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . entre gritos, balidos e rugidos
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de leões na floresta, enfurecidos.




. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Araras versáteis
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . .
Hilda Hilst (1930 - 2004).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Araras versáteis. Prato de anêmonas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O efebo passou entre as meninas trêfegas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O rombudo bastão luzia na mornura das calças e do dia.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ela abriu as coxas de esmalte, louça e umedecida laca

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E vergastou a cona com minúsculo açoite.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O moço ajoelhou-se esfuçando-lhe os meios

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E uma língua de agulha, de fogo, de molusco

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Empapou-se de mel nos refolhos robustos.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ela gritava um êxtase de gosmas e de lírios

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quando no instante alguém

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Numa manobra ágil de jovem marinheiro

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Arrancou do efebo as luzidias calças

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Suspendeu-lhe o traseiro e aaaaaiiiii...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E gozaram os três entre os pios dos pássaros

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Das araras versáteis e das meninas trêfegas.



. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . A cópula

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . .. . .Manuel Bandeira (1886 - 1968)
.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Depois de lhe beijar meticulosamente
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . culhões e membro, um membro enorme e turgescente.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Que vai morrer: - Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Grita para o rapaz que, aceso como um diabo,
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Arde em cio e tesão na amorosa gangorra
.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . E titilando-a nos mamilos e no rabo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . (Que depois irá ter sua ração de porra),
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.

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