terça-feira, 22 de outubro de 2013
A menina dos ovos de ouro
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O Grande Desfile de Pin-ups - Especial Elke Maravilha
sexta-feira, 2 de março de 2012
Osso
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Eu sou neguinha?
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“... eu tava rezando ali completamente/ um crente, uma lente, era uma visão/ totalmente terceiro sexo/ totalmente terceiro mundo, terceiro milênio/ carne nua nua nua nua nua nua nua/ era tão gozado/ era um trio elétrico, era fantasia/ escola de samba na televisão/ cruz no fim do túnel, becos sem saída/ e eu era a saída, melodia, meio-dia dia dia/ era o que dizia:/ Eu sou neguinha? Eu sou neguinha? Eu sou neguinha?...”
Sai pra lá, abacaxi... tomei leite!
terça-feira, 3 de maio de 2011
E Osama virou Iemanjá...
Será que na reunião em que o governo norte-americano decidiu perpetrar essa sandice não havia nenhum almirante, nenhum parente de pescador, ninguém que soubesse ou atinasse que é à beira-mar – qualquer mar! – que as famílias de marinheiros e pescadores desaparecidos no mar reverenciam a memória deles?
Pouparam os familiares, discípulos e fãs do líder assassinado de fazer longas peregrinações ao seu túmulo.
Há, portanto, que se reconhecer.: foi um gesto muito nobre, lírico até.
– Comemo o hômi e nos contaminemo, galera. Agora... aos ianques!!!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Decassílabo afrodisíaco
– Mo-ô. Diz aquilo, diz.
– Aquilo o quê?
– Aquela poesia que eu se amarro.
– Não.
– Ah, meu poeta... eu fico tão excitadíssima.
– Por isso mesmo.
– Só o úrtimo velsinho, vai. Ocê diz ele e eu corro pra tumá banho frio.
– Tá bom, então.
– Oba!... Aqui, ben-nhê... Diz ele aqui na zoiota da zoreinha da tua musa...
– Hipopótamo varicoso e frígido.
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Não gosto de falar dos nossos seguidores, a não ser para elogiar. Mas andei reparando no nosso mural de retratinhos deles e não pude deixar de me perguntar. Será impressão dos meus belos olhos mordazes ou alguns deles têm mesmo cara de bundão?
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Gotas Purgativas do Dr. Camelo
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“O que é que há de mais pesado para transportar?” — pergunta o espírito transformado em besta de carga, e ajoelha-se como o camelo que pede que o carreguem bem.
Vós dizeis-me: “A vida é uma carga pesada”. Mas, para que é esse vosso orgulho pela manhã e essa vossa submissão, à tarde?
No deserto têm vivido sempre os verídicos, os espíritos livres, como senhores do deserto; mas nas cidades residem os sábios célebres e bem alimentados: os animais de tiro.
Chamas-te livre? Quero que me digas o teu pensamento fundamental, e não que te livraste de um jugo.
Não me precaver: tal é a providência que preside ao meu destino.
E aquele que não quiser morrer de sede entre os homens deve aprender a beber em todos os vasos, e o que quiser permanecer puro entre os homens deve aprender a lavar-se em água suja.
Ai, meu irmão! Nunca viste uma virtude caluniar-se e aniquilar-se a si mesma?
Onde cessa a soledade principia a praça pública, onde principia a praça pública começa também o ruído dos grandes cômicos e o zumbido das moscas venenosas.
A nossa fé nos outros revela aquilo que desejaríamos crer em nós mesmos. O nosso desejo de um amigo é o nosso delator.
Desde que há homens, o homem tem-se divertido muito pouco: é esse, meus irmãos, o único pecado original.
Tranqüilo é o fundo do meu mar. Quem adivinharia que oculta monstros divertidos!
Realmente vive uma grande loucura na nossa vontade; e a maldição de todo o humano é essa loucura haver aprendido a ter espírito.
A mudança dos valores é mudança de quem cria.
É preciso honrar no amigo o inimigo. Podes aproximar-te do teu amigo sem passar para o seu bando?
Não poucos, que queriam expulsar os demônios, se meteram com os porcos.
Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar.
É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante.
Que pelo menos Nietzsche me perdoe por esta “exploração comercial” de trechos do seu Assim falava Zaratustra (eBookLibris, tradução de José Mendes de Souza). Porque o prof. Auterives Maciel certamente não me perdoará pela foto fora de foco.
(Divido a culpa com o prof. Marcelo Nicolau, que a publicou no Facebook.)
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Cuidado! Uma dessas gotas não pingou do Zaratustra. Para descobrir qual é, basta ler o livro inteiro.







